Confrontos registados na Tchetchénia depois de a Rússia declarar fim das operações militares

17.04.2009 - 12:23 Por PÚBLICO, Agências
Soldados russos envolveram-se ontem em confrontos com uma dezena de rebeldes tchetchenos, no mesmo dia em que Moscovo declarou o fim da “operação antiterrorista” lançada há quase dez anos naquela república do Cáucaso.
A troca de tiros, que não terá provocado feridos, ocorreu ao final da manhã junto à aldeia de Dai, noticiaram hoje as agências russas Interfax e RIA Novosti, citando fontes militares.
As agências sublinham que se trata do primeiro incidente desde que foi declarado o fim da operação militar lançada por Moscovo em Outubro de 1999 e que se deverá traduzir na retirada de 20 mil soldados destacados a título “temporário” no início da segunda guerra da Tchetchénia.
A Rússia lançou a operação antiterrorista, a que sempre recusou chamar guerra, depois de um ataque de independentistas tchetchenos contra outra república do Cáucaso russo, o Daguestão, numa altura em foram também atacados vários edifícios na Rússia. Os grandes combates terminaram em 2002, mas a guerrilha tchetchena continuou a atacar militares e polícias na república e nas repúblicas vizinhas da Ingúchia e do Daguestão.
Na Tchechténia, para onde Moscovo enviou tropas depois de uma breve independência, conquistada numa guerra anterior com os russos, o fim da guerra significa o fim dos recolheres obrigatórios, dos bloqueios de estrada, das buscas frequentes a casas e das detenções com regras facilitadas. A república é agora controlada pelo jovem presidente Ramzan Kadirov, um antigo rebelde que se aliou às tropas federais em 1999 e cujas milícias são temidas em todo o território. Ainda assim, as escaramuças com os rebeldes continuam a ser frequentes.


