• Até onde Portugal pode ir no Euro 2012?
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade

Tensões aumentam

Confrontos entre Sudão e antigos rebeldes separatistas do Sul

02.09.2011 - 15:30 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, garantiu trabalhar com Bashir na questão dos rebeldes Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, garantiu trabalhar com Bashir na questão dos rebeldes (Goran Tomasevic/Reuters)
Ocorreram vários confrontos no estado de Nilo Azul, a terceira área fronteiriça do Sudão a ser palco de conflitos desde a independência do Sudão do Sul em Julho.

O partido do governador do Nilo Azul, Malik Agar, afirmou que soldados do Norte atacaram a sua residência oficial. O Exército responsabiliza as forças de Agar, um ex-comandante das forças rebeldes que lutaram pela independência do Sul.

O Sudão afirma que as forças de Malik Agar atacaram edifícios do Governo na capital do Nilo Azul, Ad- Damazin. “As forças armadas sudanesas responderam a este ataque e afastaram os rebeldes. O Governo controla agora Ad-Damazin e a área circundante”, disse o porta-voz do Governo, Rabbie Abdelatti, à BBC. Residentes e uma fonte da ONU relataram que os combates começaram na quinta-feira à noite e que tiroteios continuam a fazer-se ouvir na capital.

Malik Agar lidera o partido da oposição Movimento Popular de Libertação do Sudão no Norte (SPLM) e foi um comandante dos rebeldes que agora governam o Sudão do Sul.

O Governo negou as acusações de que as suas forças terão levado a cabo uma limpeza étnica na área contra grupos considerados pró-sul. Também em Abyei foram relatados confrontos, reivindicados por ambas as partes.

Na terça-feira, o Governo do Sudão fez uma queixa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, acusando o partido no poder do Sudão do Sul de estar a apoiar os rebeldes separatistas que continuam do lado Norte da fronteira entre os dois países .

James Copnall, correspondente da BBC em Juba, capital do Sudão do Sul, diz que esta é a primeira grande vaga de confrontos no Nilo Azul desde que o conflito entre o norte e o sul terminou em 2005. Porém, esta é uma região que esteve sempre em risco, uma vez que está na fronteira e está dividida entre os apoiantes do Governo do Presidente Omar al-Bashir e do SPLM.

No mês passado, um relatório da ONU disse que tanto o Governo de Cartum como as forças rebeldes cometeram crimes de guerra na área, mas que as acções do Exército foram “especialmente escandalosas”, o que inclui execuções sumárias e bombardeamentos aéreos em bairros.

Quando o Sudão do Sul se separou do norte, a 9 de Julho, o líder do novo Estado, Salva Kiir, garantiu que trabalharia com Bashir de forma a garantir que os direitos dos rebeldes no norte seriam respeitados.

Estatísticas

  • 16 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1510269

Comentário + votado

X

Mais em Mundo (9 de 9 artigos)

Embaixador português regressa a Trípoli "dentro de dias", disse Portas