Ao fim de seis semanas de crise política, uma greve geral fez paralisar a capital nepalesa e esteve na origem de incidentes entre a polícia e jovens maoistas.
As forças de segurança usaram gás lacrimogénio para dispersar um milhar de manifestantes, que lançavam pedras, segundo afirmou à AFP um responsável da polícia local, Ashutosh Rana. Também incendiaram pneus e impediram a circulação de automóveis, adiantou o comissário adjunto Meera Chaudhary.
Enquanto isso, as lojas, escolas e escritórios de Katmandu estavam de portas fechadas.
A greve foi lançada pela Liga da Juventude Comunista (YCL, maoista) para exigir um inquérito à recente morte do seu dirigente Rajendra Phuyal, assassinado por uma organização rival.
Mas insere-se numa contestação mais generalizada lançada nas últimas semanas por grupos maoistas no Ocidente do país e em Katmandu, desde a demissão do primeiro-ministro Pushpa Kamal Dahal, mais conhecido como Prachanda, devido à saída de um general do Exército.
O líder histórico dos maoistas foi sucedido entretanto por Madhav Kumar Nepal, chefe do Partido Comunista do Nepal-Marxista Leninista Unificado (PCN-MLU), formação de centro-esquerda que lidera uma frágil coligação boicotada pelos maoistas, que têm impedido a formação de um novo Governo.



