Cerca de cinco mil aldeões enfrentaram a polícia chinesa depois de terem atacado uma mina que dizem estar a estragar os seus campos, anunciou hoje uma organização de defesa dos direitos humanos. A polícia desmente quaisquer confrontos e diz que já não há manifestações, mas os activistas garantem que cinco mil pessoas permanecem na mina de Gubei – os confrontos começaram na terça-feira.
Há dois dias os camponeses de uma zona da região de Anhui “atacaram” a mina de carvão que responsabilizam pelo enfraquecimento das suas terras agrícolas, explicou o Centro de Informação dos Direitos Humanos de Hong Kong num comunicado.
Segundo a polícia, verificou-se apenas uma manifestação de mil agricultores que pediam “o fim das operações na mina”. O centro de Hong Kong garante que durante a violência de terça-feira o chefe adjunto da polícia ficou ferido e uma viatura policial foi partida. As autoridades enviaram mil paramilitares para restaurar a calma, de acordo com a mesma ONG.
Os manifestantes acusam a mina de afectar 8000 hectares de terras que servem 50 mil pessoas.
Há dezenas de milhares de "incidentes sociais" todos os anos na China. Este é um ano cheio de aniversários simbólicos, incluindo os 20 anos da violenta repressão de manifestações democráticas na Praça de Tiananmen, em Pequim.



