Exército tenta desalojar manifestantes

Confrontos em Banguecoque causam dois mortos

13.04.2009 - 08:55 Por Agências

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Apoiantes de Thaksin celebram depois de tomarem um blindado nas ruas da capital Apoiantes de Thaksin celebram depois de tomarem um blindado nas ruas da capital (Sukree Sukplang/Reuters)
Pelo menos duas pessoas morreram e 101 ficaram feridas hoje na capital tailandesa, Banguecoque, em consequência de confrontos entre o exército e manifestantes anti-governo.

Foi a primeira vez que o exército interveio desde domingo, quando o estado de emergência foi decretado em Banguecoque. Os manifestantes incendiaram pelo menos um autocarro num dos principais cruzamentos da cidade, lançando-o depois contra os soldados. Os militares reagiram atirando granadas de gás lacrimogéneo e disparando para o ar, relatam as agências.

Pelo menos 90 pessoas ficaram feridas, de acordo com a agência France Presse. Ao princípio da manhã, a AFP referia ainda que um segundo autocarro terá sido incendiado e que foram erguidas barricadas no cruzamento de Ding Daeng, que está ocupado há vários dias.

Mas ao longo dia acabariam por ser sete o total de autocarros incendiados, tendo os manifestantes incendiado ainda o edifício do Ministério da Educação.

Os confrontos terão começado antes do alvorecer (hora local), quando veículos do exército, com soldados e altifalantes, começaram a circular na zona, pedindo aos cerca de dez mil manifestantes no local para se retirarem.

As forças armadas afirmaram que iriam recorrer a todos os meios necessários para acabar com os confrontos e mobilizaram centenas de militares. O exército utilizará "todos os meios possíveis para restabelecer a ordem", disse o comandante militar supremo , Songkitti Jaggabatara, numa rara alocução televisiva.

Mas ao princípio da noite quatro mil manifestantes permaneciam nas proximidades do gabinete do primeiro-ministro, o principal ponto de concentração dos protestos.

Os protestos dos “camisas vermelhas”, adeptos do antigo primeiro-ministroThaksin Shinawatra, contra o Governo pró-monárquico começaram há mais de uma semana e obrigaram o Executivo de Abhisit Vejjajiva a cancelar a cimeira da associação dos países do Sudeste asiático (ASEAN), prevista para sábado na localidade de Pattaya, após os manifestantes terem ocupado o hotel que ia acolher o evento. No dia seguinte, domingo, o Governo decretou o estado de emergência.

Os confrontos desta manhã coincidem com as comemorações do ano novo tailandês, pelo que a cidade está relativamente vazia e os mercados encontram-se fechados, refere a Reuters. Mas existe o receio de que esta nova vaga de contestação venha a enfraquecer ainda mais a economia tailandesa, fortemente dependente do turismo, como aconteceu em Novembro, quando manifestantes pró-monárquicos (os “camisas amarelas”) bloquearam durante dias os dois aeroportos da capital, levando à queda do Governo favorável a Thaksin, o antigo primeiro-ministro deposto pelo Exército em 2006 e que se encontra exilado, após ter sido julgado à revelia por corrupção.

Um porta-voz do Governo, citado pela AFP, disse que “nas próximas horas vão ser tomadas medidas para garantir a segurança dos principais portos, aeroportos e outras infra-estruturas”.

Notícia actualizada às 16.47

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Estado de emergência não pôs fim ao caos em Banguecoque

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Anonimo de Beja: Sim mais uma revolução, mas lembra te que aqui, no país dos tolinhos da bola, não ...

João

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