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Invasões motivadas pelo 11 de Setembro

Condoleezza Rice: guerra contra o terrorismo "não foi uma escolha"

16.03.2006 - 09:21 Por Lusa

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Condoleezza Rice afirmou  que é muito difícil ver o lado positivo da operação lançada no Iraque devido à onda de violência no país Condoleezza Rice afirmou que é muito difícil ver o lado positivo da operação lançada no Iraque devido à onda de violência no país (EPA (arquivo))
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou hoje que a invasão do Iraque e do Afeganistão não resultaram de "uma escolha", mas sim dos atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.

"Estamos nesta guerra mundial contra o terrorismo não por escolha, mas porque os Estados Unidos foram atacados a 11 de Setembro por aqueles que querem destruir a nossa forma de viver", afirmou Rice, a bordo de um navio da Marinha norte-americana, no porto de Sydney, na Austrália.

As declarações de Rice surgem depois da publicação de uma sondagem nos Estados Unidos segundo a qual a maioria dos norte-americanos considera que a Administração de George W. Bush lançou uma guerra contra o Iraque mais por "opção" do que por "necessidade".

Condoleezza Rice está a efectuar uma visita oficial de três dias à Austrália, onde deverá participar nas discussões tripartidas com o Japão e com o país anfitrião sobre as questões relacionadas com a segurança.

Depois de uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Alexander Downer, a secretária de Estado norte-americana afirmou à imprensa que é muito difícil ver o lado positivo da operação lançada no Iraque devido à onda de violência no país.

"Penso que existe uma boa hipótese de o povo iraquiano, com o apoio dos seus parceiros da coligação, construir as fundações para um Iraque estável e seguro", afirmou Rice.

"É muito difícil concentramo-nos num processo político extraordinariamente importante quando todas as imagens que nos chegam são de violência e quando temos terroristas e antigos membros do Baas [partido de Saddam Hussein] a querer acabar com o processo de reconciliação política", acrescentou Condoleezza Rice.

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