O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Miliband, descreveu os disparos de mísseis realizados hoje pela Coreia do Norte como uma “nova provocação”. Os Estados Unidos disseram a Pyongyang para não “agravar as tensões”, sem confirmar o lançamento de sete mísseis balísticos Scud, anunciado pelas autoridades sul-coreanas. Antes, já a Rússia e a China tinham apelado à calma e pedido o regresso do regime de Kim Jong-il às negociações.
“Condeno os disparos de mísseis efectuados pela Coreia do Norte em violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, lê-se no comunicado divulgado há pouco pela diplomacia britânica. “Estas novas provocações só reforçaram a nossa determinação ao trabalharmos com os nossos parceiros internacionais para aplicar as medidas fortes da resolução do Conselho de Segurança votada o mês passado.”
O Ministério sul-coreano da Defesa diz que sete engenhos de curto alcance (entre 400 e 500 quilómetros) foram sucessivamente lançados no mar do Japão a partir da costa oriental da ditadura comunista.
Pyongyang já lançara mísseis não balísticos de curto alcance desde o seu teste nuclear de Maio, o segundo de sempre. As resoluções das Nações Unidas proíbem o regime de lançar quaisquer mísseis balísticos, como os Scud; a última seguiu-se ao ensaio nuclear.
A Coreia do Sul e o Japão foram os primeiros a reagir aos disparos de hoje, qualificando-os como um “acto de provocação”. A Rússia e a China pedem a todas as partes para mostrarem contenção e evitarem acções que desestabilizem mais a situação, afirmou num comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.


