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Doadores insistem no combate à corrupção

Comunidade internacional promete mais de 21 mil milhões de dólares ao Afeganistão

12.06.2008 - 17:44 Por Agências

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Karzai apresentou em Paris um ambicioso plano de reconstrução do país Karzai apresentou em Paris um ambicioso plano de reconstrução do país (Francois Mori/Reuters)
A comunidade internacional comprometeu-se hoje a canalizar mais de 21 mil milhões de dólares (13,8 mil milhões de euros) para a reconstrução do Afeganistão, mas insiste que Cabul tem de fazer mais para combater a corrupção e consolidar as instituições do Estado, que permanecem frágeis sete anos após o derrube do regime taliban.

O valor foi anunciado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, no final da conferência de doadores que juntou em Paris mais de 80 delegações – 68 países e 17 instituições internacionais. O chefe da diplomacia francesa sublinhou que este valor superou as expectativas: "Foi um sucesso porque as nossas melhores expectativas apontavam para 17 mil milhões".

A maior promessa de ajuda veio de Washington, tendo a primeira-dama Laura Bush confirmado que os EUA vão doar 10.200 milhões de dólares (6500 milhões de euros) “para ajudar os afegãos a construir uma estratégia nacional de desenvolvimento para os próximos cinco anos”.

“Se o Congresso aprovar todos estes financiamentos” a nova tranche juntar-se-á aos “26 mil milhões de dólares de ajuda humanitária [concedida] pelos EUA ao Afeganistão desde 2001”, quando as forças americanas de derrubaram o regime fundamentalista afegão, acusado de dar guarida à chefia da Al-Qaeda.

Por seu lado, o Presidente francês – organizador da conferência, em conjunto com o seu homólogo afegão e o secretário-geral da ONU – revelou que Paris “mais do que duplicará” os apoios financeiros a Cabul, o que equivale ao envio de 107 milhões de euros até 2010, canalizado principalmente para os sectores da agricultura e saúde.

Nicolas Sarkozy, que anunciou recentemente um reforço de 700 soldados no contingente francês no Afeganistão, garantiu que Paris “vai manter o seu empenho” no auxílio a um país que até 2001 era “refém de um regime aliado ao terrorismo” e que representava “a própria negação dos valores do Islão”.

Segundo diplomatas presentes na conferência, o Japão disponibilizou-se para enviar 355 milhões de euros para a reconstrução afegã, um valor abaixo dos 420 milhões prometidos pela Alemanha.

O montante conseguido fica, no entanto, aquém dos 50 mil milhões de dólares necessários para financiar um ambicioso plano de desenvolvimento apresentado hoje em Paris pelo Presidente afegão, Hamid Karzai.

O plano dá prioridade ao desenvolvimento das infra-estruturas, à melhoria dos serviços de saúde e educação, à formação e equipamento das forças de segurança e aos apoios à agricultura. Karzai sublinhou a importância deste último sector, dizendo que é crucial para o futuro do país criar um regime de incentivos que levem os agricultores a abandonar a cultura da papoila usada no fabrico de ópio, de que o Afeganistão é o principal produtor mundial.

As promessas de ajuda internacionais foram acompanhadas de apelos, ainda que indirectos, ao combate à corrupção nas instituições afegãs. Falando na conferência, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, sublinhou que os doadores devem ser mais exigentes, de forma a “garantir que a ajuda chega aos afegãos e responde às suas necessidades mais urgentes”. “Isto significa que é preciso combater a corrupção e melhorar a responsabilidade [das instituições] do Afeganistão”.

Karzai admitiu que este é uma das prioridades do seu Governo, mas sublinha que só com ajuda internacional o Afeganistão conseguirá erguer um sistema institucional mais eficaz.

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Comentário + votado

???

Caros comentadores, a Europa tem todo o interesse em reconstruir o Afeganistão, para evitar que o ...

Filipe

14.06.2008 01:41

X

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