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Reacções ao conflito

Comunidade internacional mobiliza-se contra confronto entre israelitas e palestinianos

04.01.2009 - 12:17 Por Agências

O mundo acordou hoje com a notícia de que a ofensiva terrestre israelita entrou na cidade de Gaza, um subir de tom num confronto que já matou mais de 450 pessoas em pouco mais de uma semana. A comunidade mobiliza-se. Desde as palavras do Papa Bento XVI às do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, passando por manifestações na Austrália.
Em Austrália, milhares de pessoas lembraram as crianças vítimas da guerra Em Austrália, milhares de pessoas lembraram as crianças vítimas da guerra (Ismail Zaydah/Reuters)

Gordon Brown apelou hoje numa entrevista à estação de televisão BBC1 a um cessar-fogo imediato para travar um “momento muito perigoso”. “O que devemos fazer imediatamente é trabalhar ainda mais para conseguir um cessar-fogo”, insistiu.

“Posso ver os problemas que se colocam aos palestinianos em Gaza, que precisam de ajuda humanitária. Mas os israelitas devem receber garantias de que não voltarão a ser atacados por ‘rockets’”, considerou.

Brown hierarquizou as prioridades: um cessar-fogo imediato, uma solução “para o problema do tráfico de armas para Gaza” e a abertura dos pontos de passagem na fronteira.

O Vaticano também já reagiu, pelas palavras do Papa Bento XVI na oração do Angelus na Praça de São Pedro. O Sumo Pontífice denunciou “as notícias dramáticas que chegam de Gaza” e apelou aos responsáveis “pelas duas frentes israelita e palestiniana” para uma “acção imediata que ponha fim à situação trágica” na Faixa de Gaza.

“A guerra e o ódio não são a solução para os problemas”, sublinhou Bento XVI, lembrando as populações vítimas da guerra.

O Irão, país que apoia financeiramente o Hamas, previu hoje que a Faixa de Gaza se vai tornar num “cemitério” para os israelitas, como disse o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, citado pela agência de imprensa oficial Irna. “Felizmente, os sionistas foram confrontados com uma forte defesa dos corajosos palestinianos e sofreram um grande golpe”, afirmou ainda.

Do Líbano chegou o anúncio de 20 toneladas de ajuda médica para os habitantes da Faixa de Gaza. “Enviámos 19,5 toneladas de equipamentos médicos necessários ao tratamento dos feridos de guerra” e ainda 500 quilos de cobertores, informou o Ministério da Saúde.

Itália foi um dos países europeus que hoje manifestou a sua “profunda preocupação” face à ofensiva terrestre. “As notícias que nos chegam de Gaza causam-nos fortes preocupações e apreensão, por causa do destino de tantos civis inocentes, e uma sincera emoção pelo número de vítimas que, infelizmente, aumenta a cada hora que passa”, comentou o Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

O Governo italiano “lança um apelo pleno de tristeza aos amigos israelitas para que seja feito o possível para garantir a protecção dos civis e o envio de ajuda humanitária”.

A Suécia e a Noruega denunciaram a ofensiva israelita em Gaza. O chefe da diplomacia sueca, Carl Bildt, partiu hoje com os seus homólogos francês e checo para o Médio Oriente para tentar um cessar-fogo imediato. Para ele, a ofensiva terrestre “dificulta a obtenção de uma solução para este grave conflito”. A Noruega “pede que as tropas (israelitas) sejam imediatamente retiradas”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jonas Gahr Stoere. “Os bombardeamentos continuados na Faixa de Gaza, densamente povoada, deram azo a uma operação terrestre que está a afectar uma população civil que não se pode defender nem fugir”, considerou. “Não há solução militar para este conflito”.

A Turquia considera “inaceitável” a ofensiva terrestre em Gaza. “Condenamos e consideramos inaceitável o lançamento de uma operação terrestre, surda às advertências e reacções da comunidade internacional”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado. “É evidente que a escalada da tensão não vai beneficiar ninguém”, concluiu, apelando a um cessar-fogo imediato e duradouro. Centenas de turcos manifestaram-se ontem e hoje em Istambul e Ancara para denunciar a ofensiva.

Em Sidney, Austrália, duas mil pessoas também saíram hoje às ruas para protestar. “Libertem, libertem a Palestina” ou “Israel, EUA, quantas crianças mataram hoje” eram gritos ouvidos nas ruas no centro da cidade. Em Melbourne foram três mil os manifestantes que desfilaram com fotografias de crianças feridas.

A China diz-se “muito preocupada” com a escalada da situação em Gaza, reconheceu Qin Gang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros. “Apelamos a todas as partes envolvidas para que parem imediatamente as actividades militares e o conflito armado para evitar mais vítimas”.

A Jordânia apelou à comunidade internacional para “assumir as suas responsabilidades”. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Salah Bashir, convocou ontem à noite os embaixadores dos cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança para pedir uma “acção internacional urgente para suspender os ataques de Israel e as suas agressões contra todo o povo palestiniano”, noticiou a agência oficial Petra.

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Comentário + votado

Abu

NEW!...NEW!....vejam este vídeo que foi removido do YOUTUBE (viola as condições de ...

Abu

04.01.2009 14:58

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