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"Horrível", "pavoroso", "crime" e "consternação" dominam as reacções

Comunidade internacional condena ataque a Qana e renova apelos ao cessar-fogo

30.07.2006 - 11:55 Por PUBLICO.PT

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Um habitante de Canaã não consegue conter as lágrimas ao apontar para os corpos das vítimas Um habitante de Canaã não consegue conter as lágrimas ao apontar para os corpos das vítimas (Lefteris Pitarakis/AP)
O ataque israelita a Qana, que fez mais de 50 mortos e um número indeterminado de feridos, está a merecer a condenação generalizada da comunidade internacional. A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Margaret Beckett, classificou o raide como "pavoroso", a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse-se "profundamente entristecida" pela perda de "vidas inocentes", e a França, através do Presidente Jacques Chirac, condenou o acto "injustificável". A Comissão Europeia descreve o sucedido como "horrível".

Numa declaração a partir de Bruxelas, a Comissão Europeia considerou que "é sempre horrível quando os civis são implicados, em particular mulheres e crianças".

Através da porta-voz Katharina Von Schnurbein, a Comissão recordou que "pediu repetidamente que ambas as partes alcancem um cessar-fogo assim que possível e que ambas as partes devem, em quaisquer circunstâncias, respeitar as normas humanitárias e o direito internacional".

A ministra britânica reagiu também esta manhã ao ataque em Qana, considerando o raide aéreo israelita "absolutamente horrível" e "pavoroso", mas escusou-se a dizer se a acção militar foi "desproporcional".

"Apelámos repetidamente a Israel para que aja de forma proporcional", disse, mas explicou a sua cautela no uso das palavras com o risco de que Israel pare de ouvir a comunidade internacional se certos termos forem repetidos.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, em Telavive, seguiu a mesma estratégia, pedindo a Israel que tenha "o maior cuidado" para evitar a morte de civis no Líbano. "Vou certamente continuar a fazer pressão para que o maior cuidado seja tido durante as operações militares, a fim de evitar perdas civis".

Condoleezza Rice acrescentou ainda aos jornalistas que está "profundamente entristecida" com os resultados dos raides desta manhã. "Queremos um cessar-fogo assim que possível".

O Presidente francês manifestou hoje a sua "consternação" face ao "acto de violência que custou a vida a numerosas vítimas inocentes, nomeadamente mulheres e crianças em Qana esta noite".

Jacques Chirac, em comunicado, categorizou o raide aéreo israelita como "injustificável" e considerou que este desenvolvimento na crise no Médio Oriente "mostra mais do que nunca a necessidade de um cessar-fogo imediato, sem o qual outros dramas poderão repetir-se".

Na região, o rei da Jordânia acusou Israel de "agressão criminosa". O rei Abdullah II, um aliado de Israel nos processos de paz do Médio Oriente, condenou veementemente "o feio crime perpetrado pelas forças israelitas em Qana, que levou à morte de civis inocentes, incluindo um grande número de mulheres e crianças", lê-se no comunicado do gabiente de imprensa do rei.

Para o monarca, o raide "constitui uma violação gritante de todas as convenções e do direito internacional", repetindo por isso um apelo para um "cessar-fogo imediato".

O Irão pede hoje que os responsáveis governamentais israelitas e americanos sejam acusados judicialmente pelos "crimes de guerra" em Qana. "A visita de Rice ocorre durante o crime em Qana. Penso que as autoridades israelitas e algumas americanas deviam ser julgadas por este tipo de crimes", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hamid Reza Asefi.

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Comentário + votado

Se fosse ao contrário. Só que, por norma, não é!!!!!

São sempre, na maioria, palestinianos ou otros árabes que morrem. Só não vê quem for cego ou ...

Anónimo

30.07.2006 21:32

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