O presidente da ilha de Anjouan, Mohamed Bacar, "foi localizado" hoje, no decurso da operação militar visando a sua captura lançado pelo Exército das Comores, apoiado pela União Africana (UA), anunciou hoje à AFP o porta-voz do Exército nacional, Ahmed Sidi.
Há semanas que 1500 soldados da UA estavam a preparar-se para apoiar o Governo das Comores na sua tentativa de submeter o dirigente rebelde da ilha de Anjouan, Mohamed Bacar, um coronel de 45 anos que o ano passado recebeu ordem do tribunal federal para se afastar. Finalmente, hoje, às 13h00 (hora local), as tropas que tinham desembarcado na ilha esta madrugada, começaram a operação.
"Ele [Bacar] foi localizado", declarou à AFP por telefone o porta-voz do Exército Nacional das Comores.
Ahmed Sidi não concretizou, porém, se Bacar chegou a ser detido ou não.
As tropas da UA são constituídas por soldados da Tanzânia e do Sudão, que se juntaram aos das Comores a fim de afastarem do cargo de dirigente local o militar que em Junho de 2007 se fez reeleger, contra a vontade das estruturas que superintendem no conjunto da Grande Comore, Moheli e Anjouan.
Cada uma das três ilhas tem o seu próprio presidente e entre elas formaram uma união que ocupa 2235 quilómetros quadrados, totalizando cerca de 800.000 habitantes, independentes desde 1975, depois de colonizados pela França (que conservou Mayotte, a quarta parcela do mesmo arquipélago).
Calculava-se que Bacar disporia de 300 soldados para se defender, em mais um dos muitos conflitos que têm perturbado a vida das Comores, ou "Ilhas da Lua", situadas frente à província moçambicana de Cabo Delgado.


