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Barack Obama

Comentário: O Nobel para a esperança

09.10.2009 - 13:18 Por Teresa de Sousa

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A notícia caiu como uma bomba. Era absolutamente inesperada. Desencadeou todas as emoções. O Nobel para a esperança. O Nobel para o homem que simboliza a esperança. Um risco? Uma irresponsabilidade? Uma antecipação? Foi preciso respirar fundo.

A primeira leitura da decisão do comité norueguês de atribuir o Nobel da Paz a Barack Obama é a mais fácil. Esqueçam o Médio Oriente ou o Irão. Esqueçam o Afeganistão. Esqueçam, numa palavra, os resultados da política externa dos Estados Unidos da América. Concentrem-se no símbolo. No dia em que Barack Obama foi eleito o 44º Presidente da nação mais poderosa do mundo, o mundo saudou a sua eleição como se lhe pertencesse. Obama era negro e representava o lado luminoso da América. Trazia um discurso de mudança radical da relação da América com o mundo. De diálogo, de compreensão e de respeito mútuo. Criava uma onda avassaladora de entusiasmo, de boa vontade e de expectativa. Era, num mundo de caos e de desordem, o mais poderoso sinal de esperança. Depois houve o discurso do Cairo. A palavra era em si própria a mudança. A política que anunciava também. O Nobel da Paz que acaba de lhe ser atribuído é dado a essa esperança. Só assim pode ser compreendido.

Mas há uma outra forma de olhar para esta decisão, a muitos títulos inédita, que é na perspectiva das suas consequências. Um risco? E se amanhã Obama tiver de lançar uma guerra, mesmo que uma guerra necessária? Já tem uma em mãos, no Afeganistão. E se falharem todas as suas tentativas para solucionar a crise iraniana ou se não conseguir quebrar a maldição do Médio Oriente? E se a nova ordem nuclear que propõe não passar de uma miragem. Teremos de dizer daqui a quatro anos que não merecia o Prémio que ganhou por antecipação?

A dualidade de perspectivas, entre a esperança e o cepticismo, traduz afinal aquilo que Obama é: o Presidente dos Estados Unidos da América e o eleito do mundo. O que permite, por agora, apenas uma conclusão. Alimentar a esperança é, também, uma forma poderosa de procurar a paz.



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As explicações do comité para a atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama

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Paz

Uma decisão respeitável!

Atento

10.10.2009 02:46

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