O voo 4590 durou uns escassos minutos e prenunciou o fim do aparelho supersónico de luxo anglo-francês que começara a voar em 1969 e era capaz de ligar a Europa a Nova Iorque em menos de três horas.
Hoje, a companhia norte-americana Continental Airlines e cinco cidadãos começaram a ser julgados na localidade de Pontoise, pela queda do Concorde da Air France na tarde de 25 de Julho do ano 2000.
O fumo e as chamas começaram a ser vistos mal o Concorde partiu do aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, tendo acabado por cair a cinco quilómetros dali, causando a morte de todos os seus 109 ocupantes e de quatro pessoas que estavam em terra.
O relatório oficial diz que o avião da Air France rebentou um dos pneus ao passar por cima de uma placa de titânio caída de um DC10 da Continental que descolara pouco antes da pista 26. A projecção da borracha furou um dos reservatórios, dando origem a uma fuga de combustível, que se incendiou.
A empresa americana contrapõe que o incêndio teve início 700 a 800 metros antes de o Concorde ter passado sobre aquela placa. Garante ainda que foram os técnicos franceses, e não os seus, que não procederam ao devido ajustamento de todas as peças.
Muitos passageiros eram turistas alemães que iam para Nova Iorque, onde se juntariam a um cruzeiro de luxo até às Caraíbas.
Toda a frota ficou então em terra, até se apurar que realmente rebentara uma das rodas, fazendo com que os resíduos de borracha furassem um tanque de combustível.
Os réus individuais são o mecânico da Continental que instalara a placa de titânio, um encarregado de manutenção da empresa, dois quadros do projecto Concorde e um antigo fiscal da aeronáutica civil francesa.
Se a Continental for considerada responsável, pode ser condenada a pagar 375 mil euros. Os outros réus podem ter de pagar 75 mil euros e arriscam-se a cinco anos na cadeia.



