Intensos combates opuseram durante todo o dia as forças do Hamas aos tanques e à infantaria israelita que, ao 18º dia da ofensiva se aproximaram do centro Cidade de Gaza. A aviação mantém os intensos bombardeamentos contra o território, numa altura em que o número de palestinianos mortos se aproxima de um milhar.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, um total de 971 palestinianos morreram em 18 dias de ataques, 400 dos quais eram mulheres e crianças. Já o chefe dos serviços de emergência do território, Muawiya Hassanein, confirma pelo menos 960 mortos.
O director da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos voltou hoje a pedir a mobilização da comunidade internacional para garantir a segurança dos civis palestinianos. “A primeira e a última coisa que toda a gente me diz é: “por favor, preciso de protecção, nenhum lugar aqui é seguro”, afirmou John Ging, numa videoconferência a partir de Gaza.
Ignorando o apelo lançado ontem pelo secretário-geral das Nações Unidas, que pediu um fim imediato dos combates, as forças israelitas intensificaram durante o dia as operações militares no território. Nas últimas horas, foram ouvidas fortes explosões, acompanhadas por rajadas de armas automáticas, em diferentes pontos de Gaza, ao mesmo tempo que os tanques se aproximavam da periferia da cidade.
Durante o dia, a aviação israelita atingiu 60 alvos em todo o território, incluindo na região de Rafah (Sul), onde Israel suspeita existirem centenas de túneis usados para a entrada de armas no território. Segundo os serviços de emergência, os bombardeamentos e combates das últimas horas provocaram a morte de 54 palestinianos, dos quais 23 eram combatentes do Hamas e de outras facções aliadas.
Num balanço das operações efectuadas agora, o general Gabi Ashkenazi, chefe de Estado-Maior das Forças Armadas israelitas, declarou que “muito já foi conseguido” em cerca de 2300 bombardeamentos contra o Hamas e as suas infra-estruturas”, incluindo a “destruição de todos os túneis conhecidos”, “mas há ainda muito trabalho pela frente”.



