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Último bastião ocidental dos rebeldes

Combatentes anti-Khadafi esperam "massacre" das forças do regime

12.03.2011 - 11:32 Por Reuters, PÚBLICO

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Rebeldes na cidade petrolífera de Ras Lanuf Rebeldes na cidade petrolífera de Ras Lanuf (Asmaa Waguih/Reuters)
As tropas líbias forçaram os rebeldes a retiraram-se da cidade petrolífera de Ras Lanuf, movendo a linha da frente cerca de 20 quilómetros, enquanto Misrata, o último reduto dos combatentes anti-Kadhafi, esperava uma ofensiva das tropas governamentais.

“Sabemos que as forças dele cercaram Misrata por todos os lados. Estão entre 15 a 20 quilómetros do centro da cidade com os seus tanques e armamento pesado”, disse à Reuters, por telefone, Mohamad Ahmed, um combatente anti-Khadafi em Misrata, uma cidade a cerca de 200 quilómetros de Trípoli com uma população de cerca de 300 mil, que tinha estado relativamente calma desde que no fim-de-semana passado os revoltosos conseguiram repelir um ataque das forças do regime.

“Estamos a preparar-nos para um massacre, sabemos que vai acontecer. Misrata será como Zauia”, disse Mohamad Ahmed. “Não temos a capacidade das forças de Khadafi. Eles têm tanques e armamento pesado e nós temos a confiança e a crença em Deus.”

De resto, Ahmed queixa-se da falta de ajuda da comunidade internacional: “Não se preocupam connosco. Só se preocupam com o petróleo e parece que estão a esperar para ver quem vai ganhar para que possam lidar com ele, quer seja Khadafi quer sejamos nós. Não querem queimar as suas ligações com ele. Só dizem que estão a analisar a situação. Porque estão a demorar tanto tempo?”

Na véspera, os líderes europeus decidiram classificar os combatentes anti-Khadafi como “um interlocutor legítimo” mas não acordaram a principal reivindicação dos revoltosos, uma zona de exclusão aérea que impedisse bombardeamentos pela força aérea de Khadafi. Também os EUA dizem que só tomariam esta acção com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU e o apoio da Liga Árabe, que hoje se reúne para discutir a questão.

Outro combatente de Misrata tentou mostrar mais optimismo. “Não consideramos o que aconteceu em Zauia como uma derrota, são novos crimes contra a humanidade pelas forças de Khadafi que estão a usar todas as armas que têm à sua disposição”, afirmou. E, tentando mostrar-se optimista: “Os rebeldes de Misrata estão prontos para qualquer ataque e vamos devolver a esperança a todas as regiões da Líbia”.

Zauia tinha sido a única outra cidade na parte ocidental da Líbia onde combatenes desafiaram abertamente o regime. Acabou por ser tomada de novo pelas forças governamentais, que depois levaram jornalistas ocidentais a testemunharem a sua vitória.

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