O comandante do navio Costa Concordia, que naufragou junto à ilha italiana de Giglio admitiu ter cometido um erro de navegação, indicam os media italianos.
O comandante Francesco Schettino disse aos investigadores que ordenou a manobra de desvio do navio “demasiado tarde” e que, por causa disso, a embarcação acabou por embater numas rochas que causaram um rombo no casco e o afundamento parcial do cruzeiro.
Estas declarações foram gravadas e o conteúdo acabou por ser divulgado aos media italianos.
De acordo com essas declarações, o comandante explicou que a rota do Costa Concordia havia sido traçada no primeiro dia do cruzeiro mediterrânico, ainda antes de o navio zarpar do porto de Civitavecchia, junto a Roma, na sexta-feira da semana passada.
Porém, o comandante decidiu fazer uma alteração à rota. De acordo com as declarações que prestou à juíza que o ouviu, na terça-feira, Schettino decidiu navegar junto à ilha de Giglio para saudar um antigo comandante que terá uma casa naquela ilha da Toscana.
“Estava a navegar à vista porque conhecia bem as profundezas e já tinha feito esta manobra três ou quatro vezes”, terá dito Schettino à juíza, de acordo com as informações agora divulgadas.
“Mas desta vez dei a ordem demasiado tarde e acabei em águas pouco profundas. Não sei como é que isto foi acontecer”.
O responsável da empresa proprietária do navio - o grupo Costa Crociere - indicou igualmente no início desta semana que a mudança de rota não foi autorizada.
O comandante está actualmente em prisão domiciliária suspeito de crimes múltiplos de homicídio por negligência. A procuradoria acusa-o igualmente de abandono no navio antes das operações de evacuação da embarcação estarem terminadas.
Os media italianos divulgaram a conversa telefónica entre o comandante e o responsável do Porto de Livorno, Gregorio De Falco, na qual este último pede, repetidas vezes, ao comandante Schettino que volte para bordo.
O comandante nunca o terá feito, tendo sido detido pouco depois, já em terra.
Os media italianos também avançam que Schettino terá dito à juíza que saiu do navio acidentalmente, depois de ter tropeçado e caído num barco salva-vidas.
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