Os orangotangos têm a sua sobrevivência ameaçada, por isso a recente descoberta na floresta indonésia da ilha de Bornéu é uma boa notícia: vive lá uma comunidade que poderá chegar aos 5000 indivíduos deste género de grandes símios, anunciou hoje a ONG Nature Conservancy.
Erik Meijaard, responsável da Nature Conservancy, contou à AFP que a comunidade que vive na floresta da província de Kalimantan terá cerca de 5000 orangotangos. A estimativa baseia-se nas “camas” construídas pelos animais para se aninharem junto às árvores que foram encontradas.
“Já contactámos as autoridades locais e os grupos indígenas para que seja criada uma zona de protecção aos orangotangos”, disse à AFP Nardiyono, um cientista indonésio que organizou o estudo.
Os orangotangos, da espécie Tongo pygmaeus morio, têm pelo castanho e terão fugido para a região onde foram encontrados após o incêndio que devastou parte de Kalimantan em 1997 e 1998. Segundo estimativas da Nature Conservancy, há entre 50.000 e 60.000 orangotangos a viver em ambiente selvagem em todo o mundo, cerca de 80 por cento na Indonésia e 20 por cento na Malásia.



