O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje que a guerrilha colombiana libertou Clara Rojas e Consuelo Gonzalez, há vários anos em cativeiro. O anúncio surge uma hora depois de dois helicópteros venezuelanos terem descolado de Guaviare (Sudeste da Colômbia) em direcção ao local indicado para a entrega das reféns.
“Foram encontradas em total liberdade. Que sejam bem vindas à liberdade”, declarou Chávez, revelando que a notícia lhe foi transmitida pelo seu ministro do Interior, Ramón Rodriguez Chacin, que liderou as negociações e que se encontra a bordo de um dos helicópteros que efectuaram o resgate.
Segundo Chávez, as duas mulheres encontram-se bem, apesar de muito emocionadas.
O Presidente venezuelano comprometeu-se há meses a resgatar as duas reféns, num processo que tem como objectivo final a libertação de 47 réféns das FARC, incluindo a antiga candidata presidencial, Ingrid Betancourt, de quem Clara Rojas era colaboradora.
As duas foram sequestradas no início de 2002, quando faziam campanha numa região controlada pela guerrilha, no Sul da Colômbia. Consuelo Gonzalez, membro do Congresso colombiano, foi sequestrada em Setembro de 2001
Emmanuel está orfanato
O resgate das reféns ocorre dias depois do fracasso de uma operação semelhante, suspensa depois de as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) terem alegado falta de segurança.
Nessa altura, os mediadores internacionais ainda acreditavam que as FARC tinham em seu poder Emmanuel, o filho de Clara Rojas nascido em cativeiro, de uma alegada relação consentida com um guerrilheiro.
No entanto, no mesmo dia em que a operação fracassava, o Presidente colombiano, Álvaro Uribe, vinha a público dizer que Emmanuel seria, afinal, uma criança entregue desde 2005 aos cuidados de um orfanato público.
Depois de testes realizados na Colômbia terem dado conta de uma grande compatibilidade entre o ADN da criança e de familiares de Clara Rojas, o laboratório espanhol responsável pela contra-análise revelou hoje que há “99,9 por cento de hipóteses” de o menor institucionalizado ser Emmanuel.
Confrontada com estas notícias, a guerrilha foi forçada a reconhecer que entregara a criança a uma família de camponeses há quase dois anos. Na altura, contou aquele que até há pouco tempo dizia ser seu avô, o bebé estava muito fragilizado e a família viu-se obrigado a levá-lo ao hospital, que depois o encaminhou para o orfanato, por suspeita de maus-tratos.
Espera-se agora que Emmanuel seja entregue à mãe, a quem foi retirado logo depois de nascer.



