Contrariando as sondagens, a coligação pró-ocidental liderada por Saad Hariri, no poder desde 2005, venceu as legislativas de ontem no Líbano, superando as formações lideradas pelo movimento xiita Hezbollah.
Segundo dados divulgados esta manhã pelo ministro do Interior, Ziad Baroud, a coligação 14 de Março e os candidatos independentes aliados garantiram a eleição de 71 dos 128 lugares do Parlamento, enquanto a minoria – que integrava os partidos xiitas e o bloco cristão do general Michel Aoun – se quedou pelos 51 deputados.
Apesar de os resultados oficiais terem sido divulgados apenas hoje, as celebrações do bloco anti-Síria – que reúne formações sunitas, partidos drusos e cristãos – tinham começado já na noite de ontem, depois de alguns dirigentes se terem mostrado optimistas com os resultados do escrutínio. Alguns dirigentes do Hezbollah tinham também já admitido a hipótese de derrota.
O resultado representa uma boa notícia para os Estados Unidos, preocupados com a possível aproximação do Líbano a Teerão em caso de vitória da coligação 8 de Março, ainda que o intricando sistema de partilha de poder do país obrigue a consensos entre as várias comunidades que compõe o país.
Resta agora saber se o bloco de Hariri, com maioria no Parlamento, irá convidar o Hezbollah para integrar um Governo de unidade, uma opção preferida pelos analistas políticos, que avisam para o risco de um regresso da violência no país caso o movimento xiita, dotado de uma milícia mais bem treinada e armada do que o próprio Exército, seja excluído do poder.



