Um alto dirigente da Al-Qaeda, suspeito de ter ajudado Osama bin Laden a escapar ao cerco americano em 2001, foi transferido esta semana para o presídio militar de Guantánamo, em Cuba.
Um porta-voz do Pentágono adiantou que a transferência de Muhammad Rahim, que até agora se encontrava sob custódia da CIA, ocorreu no início da semana.
Segundo a mesma fonte, o afegão terá preparado os esconderijos subterrâneos onde o líder da Al-Qaeda permaneceu durante os bombardeamentos às montanhas de Tora Bora, no Sul do Afeganistão, no Inverno de 2001. Terá sido também ele a ajudar a liderança da Al-Qaeda a fugir da região quando as tropas americanas se aproximaram do reduto.
Rahim é também suspeito de tentativa de aquisição de armas químicas para atacar as forças americanas no Afeganistão e de recrutar para a organização pessoas com acesso A Reuters cita um documento interno emitido pelo director da CIA, Michael Hayden, segundo o qual Rahim terá sido detido no Verão passado, presumindo-se que desde então tenha sido mantido num presídio gerido pelos serviços secretos americanos.
“Rahim é um jihadista duro e experimentado”, lê-se no documento que adianta ainda que o militante “era conhecido nos meios jihadistas como colaborador pessoal e tradutor de Bin Laden e outros líderes da Al-Qaeda”.
Confrontado com esta informação, o porta-voz do Pentágono escusou-se a adiantar quando é que o militante foi detido, recusando também a especificar “a natureza dos interrogatórios a que foi sujeito”. “O que posso dizer é que a detenção cumpriu a lei dos EUA”.
Em Setembro de 2006, os EUA transferiram para Guantánamo 14 dos mais importantes suspeitos capturados desde o início da “guerra ao terrorismo”, em 2001, confirmando tacitamente as suspeitas de organizações de direitos humanos sobre a existência de prisões secretas geridas pela CIA, onde eram mantidos, sem qualquer supervisão, dezenas de detidos.



