As novas autoridades líbias declararam oficialmente domingo à tarde a libertação do país de 42 anos de domínio de Muammar Khadafi.
"Declaração de libertação. Levantai as vossas cabeças. Vós sois líbios livres", disse a dezenas de milhares de pessoas concentradas em Bengasi o vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Abdel Hafez Ghoga.
O líder do CNT, Mustapha Abdel Jalil, que também falou na cerimónia, prometeu que o país seguirá a lei islâmica. "Nós, como nação muçulmana tomamos a 'sharia' islâmica como fonte da legislação, portanto, qualquer lei contrária aos princípios do Islão é nula do ponto de vista legal", disse. Depois ajoelhou-se em oração.
Jalil agradeceu à Liga Àrabe, às Nações Unidas e à União Europeia pelo apoio ao levantamento que pôs fim à ditadura de Khadafi.
A cerimónia começou com o novo hino nacional líbio e com uma afirmação solene de um orador: “Declaramos ao mundo inteiro que libertámos o nosso amado país, com as suas cidades, aldeias, montanhas, desertos e céus”, disse.
Outro interveniente, Salah el Ghazal, responsável local do CNT, disse aos milhares de pessoas que se reuniram para a cerimónia na cidade berço da revolta, que a Líbia foi abençoada por ter Mustapha Abdel Jalil. “Deus abençoou-nos com Mustapha Abdel Jalil, que merece ser o homem do momento.”
Ghazal homenageou os que morreram e referiu-se ao desaparecimento de Khadafi como “o fim humilhante que Deus queria para ser exemplo para quem pratica as piores formas de injustiça ... contra o seu povo”. A multidão, que empunha bandeiras tricolores – verde, negro, vermelho – aplaudiu.
Notícia actualizada às 17h25



