Se a Coreia do Norte mantiver os seus insultos contra Seul, as relações com os Estados Unidos não avançarão. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou hoje, na capital sul-coreana, que Pyongyang tem de acabar com as provocações e regressar à mesa das negociações nucleares.
A Administração Obama está disposta a oferecer relações diplomáticas, auxílio em grande escala e um tratado de paz se Pyongyang – que Clinton classificou como uma “tirania” – desistir do seu programa de armas atómicas, repetiu a chefe da diplomacia norte-americana. O programa nuclear da Coreia do Norte é um dos maiores riscos à segurança do Norte asiático e às suas importantes economias, afirmou.
“A questão mais urgente é continuar o desmantelamento das instalações nucleares e conseguir um acordo para uma verificação total e completa para acabar com o programa nuclear”, disse Clinton numa conferência de imprensa com o seu homólogo Yu Myung-hwan, na terceira paragem da sua ronda asiática.
A secretária de Estado de Barack Obama também deixou claro que Pyongyang tem de acabar com a sua retórica cada vez mais enfurecida, que incluiu a ameaça de guerra com o vizinho sul-coreano e as acusações de que os EUA estariam a preparar um ataque contra o país.
“A Coreia do Norte não vai conseguir uma relação diferente com os EUA enquanto insultar e se recusar a dialogar” com Seul, afirmou. “Apelamos à Coreia do Norte para que acabe com esta guerra de palavras”, cita a AFP.
As ameaças norte-coreanas incluíram o aviso, na segunda-feira, de que se estava a preparar o teste a um míssil, no quadro do seu programa espacial. A realizar-se, seria uma desrespeito à resolução 1718 da ONU, segundo a qual a Coreia do Norte “deve abster-se de qualquer novo ensaio nuclear ou disparo míssil balístico”, lembrou Hillary Clinton.
A governante anunciou ainda a escolha de Stephen Bosworth, antigo embaixador norte-americano em Seul, para ser o seu enviado às negociações a seis (que incluem as duas Coreias, EUA, Japão, China e Rússia) e o representante para a Coreia do Norte. Bosworth substitui assim o diplomata Christopher Hill.
Clinton chega hoje a Pequim – o mais próximo que Pyongyang tem de um aliado – onde a questão nuclear norte-coreana voltará a estar em cima da mesa.


