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Bruxelas

Cimeira da UE: Sócrates satisfeito com aprovação do novo ciclo da Estratégia de Lisboa

14.03.2008 - 15:09 Por Lusa

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José Sócrates falou no final da tradicional "Cimeira da Primavera" da União Europeia (UE), dedicada a assuntos económicos José Sócrates falou no final da tradicional "Cimeira da Primavera" da União Europeia (UE), dedicada a assuntos económicos (Rui Gaudêncio/PÚBLICO (arquivo))
O primeiro-ministro português saudou hoje em Bruxelas a aprovação do novo ciclo da Estratégia de Lisboa para o crescimento e emprego, com "as mesmas orientações", que considerou as "melhores" para afirmar a Europa no Mundo.

José Sócrates falava no final da tradicional "Cimeira da Primavera" da União Europeia (UE), dedicada a assuntos económicos, na qual os líderes dos 27 lançaram um novo ciclo de três anos (2008-2010) da Estratégia de Lisboa de modernização da economia europeia, que consideraram que está a dar resultados.

Sublinhando "a importância que tem para a Europa a aprovação do novo ciclo", Sócrates manifestou a sua satisfação por a Estratégia de Lisboa manter "a sua integralidade, com a sua dimensão de competitividade e dimensão social".

José Sócrates comentou que o novo ciclo "mantém fundamentalmente as mesmas orientações, isto é, o investimento no conhecimento e inovação, o reforço do potencial empresarial, o reforço também da sua dimensão externa, de resposta à globalização, e aquela dimensão que sempre constituiu um dos traços mais importantes da identidade da Estratégia, que diz respeito ao investimento na qualificação das pessoas".

"Julgo que este novo ciclo vem dar agora à Estratégia de Lisboa um novo impulso de concentração nos resultados, nos resultados que já obtivemos e nos resultados que se pretendem obter, reconhecendo que estas orientações são as melhores para afirmar a economia europeia e a Europa num mundo global em que vivemos", declarou.

Esta reunião de chefes de Estado e de governo dos 27, que decorreu entre ontem e hoje em Bruxelas, tem lugar todos os anos em Março desde que, em 2000, na capital portuguesa, foi lançada a chamada "Estratégia de Lisboa" para modernizar a economia europeia com o objectivo de ultrapassar, até 2010, o dinamismo e o desenvolvimento da economia norte-americana.

A Estratégia de Lisboa sofreu já uma revisão em 2005.

União para o Mediterrâneo é boa notícia para a Europa e para o Mundo

Paralelamente, o primeiro-ministro considerou ainda a criação de uma União para o Mediterrâneo "uma boa notícia para a Europa e para o Mundo", uma nova prioridade da política externa da UE que Portugal sempre defendeu.

A "União para o Mediterrâneo" foi uma proposta franco-alemã, destinada a reforçar a cooperação entre a Europa e os restantes países terceiros mediterrânicos.

Recordando que, durante a presidência portuguesa da UE no segundo semestre de 2007, Portugal trabalhou "para que a política externa se virasse para sul e flanco sul do Mediterrâneo", Sócrates afirmou que é "com agrado" que vê os 27 decidirem "dar uma nova ambição ao Processo de Barcelona, ao criar esta União para o Mediterrâneo" e dar "finalmente atenção aos problemas de segurança, estabilidade e cooperação económica" com uma região particularmente sensível.

"É ali que está um dos centros de instabilidade para o Mundo, uma das áreas em que o Mundo Ocidental tem mais obrigação de reforçar a sua cooperação", afirmou, apontando "os riscos que vêm do sul" e que afectam todo o Mundo.

"Julgo que é uma boa notícia para a Europa e para o Mundo", declarou.

O primeiro-ministro ressalvou que para já só há uma proposta, que tem de ser trabalhada, devendo os detalhes sobre o funcionamento desta União ser aprovados na próxima Cimeira de líderes europeus, em Junho, mas deu conta desde já da disponibilidade de Portugal em contribuir com mais meios financeiros para esta nova política, que classificou uma vez mais como "prioritária".

Comparativamente ao Processo de Barcelona - lançado pela União Europeia em 1995 para estabelecer uma parceria com os seus vizinhos do sul do Mediterrâneo -, Sócrates considerou que este novo projecto "tem mais ambição política".

A ideia de uma União para o Mediterrâneo foi lançada há quase um ano pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que foi interpretada na altura como sendo a vontade de promover uma alternativa à entrada da Turquia na UE, a que Paris se opõe.

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Parecer que é

Vejam-se as contradições entre o que diz e o que faz: 1. "o investimento no conhecimento e ...

óbvio

14.03.2008 16:24

X

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