A China pressionou hoje os Estados Unidos para cancelar o encontro entre Obama e Dalai Lama, depois da Casa Branca ter anunciado a reunião nesta sexta-feira.
“Este encontro sublinha o forte apoio dado pelo Presidente para a preservação da identidade religiosa, cultura e linguística única do Tibete, e a protecção dos direitos humanos dos tibetanos”, disse a Casa Branca num comunicado de imprensa.
O anúncio foi feito depois de estar agendado um encontro entre o líder espiritual do Tibete e os líderes do congresso dos Estados Unidos, o que já tinha posto as autoridades chinesas em polvorosa. A reunião com o Presidente dos Estados Unidos é a primeira em mais de um ano.
“Nós opomo-nos firmemente a qualquer reunião de um governo estrangeiro com o Dalai Lama”, disse Hong Lei, porta-voz do ministro dos negócios estrangeiros chinês.
Hong disse ainda que a China pediu aos Estados Unidos para “cancelar o mais cedo possível a decisão de Obama encontrar-se com o Dalai Lama, e não fazer nada que possa interferir com os assuntos internos da China ou que possa causar algum mal às relações entre a China e os EUA”.
A China acusa o Dalai Lama, Nobel da Paz, de apoiar o uso de violência para conseguir a independência do Tibete, que é governado desde 1950 pela China. Mas o Dalai Lama recusa estas acusações, referindo que quer uma transição pacífica para um estatuto de autonomia.
Os Estados Unidos ainda não responderam à exigência chinesa.



