As autoridades chinesas executaram nove pessoas condenadas à morte depois da violência que em Julho opôs chineses han aos uigures na província de Xinjiang.
“O primeiro grupo de nove pessoas que foi recentemente condenado à morte já foi executado com a aprovação do Tribunal Supremo”, disse à AFP Hou Hanmin, a porta-voz do governo da região de Xinjiang, no Noroeste da China, onde os uigures, grupo muçulmano e turcófono minoritário no país, são maioritários.
A capital de Xinjiang, Urumqi, foi palco da pior violência em anos na China. Oficialmente, pelo menos 197 pessoas foram mortas nos motins de 5 de Julho, a maioria hans. Nos dias seguintes, estes lançaram-se em acções de vingança contra os uigures.
Tudo começara com manifestações violentas por parte de jovens uigures que exigiam uma investigação à morte de dois uigures numa fábrica do Sul do país.
Aos motins seguiram-se detenções massivas entre a população uigur. As autoridades acusaram os “separatistas étnicos” de estarem por trás da violência, sem fornecerem provas desta acusação. A esmagadora maioria dos que foram entretanto condenados à morte são uigures.


