O ministro dos Negócios Estrangeiros da China reiterou a intenção do regime de Pequim em aplicar sanções comerciais às empresas norte-americanas que vendam armas a Taiwan.
É uma decisão “apropriada”, defendeu, sem precisar que sanções são essas. A China anunciara esta medida de retaliação no sábado depois de o Pentágono ter revelado que iria cumprir um contrato de venda de armas a Taiwan, num negócio estimados em 6,4 mil milhões de dólares, e que inclui mísseis defensivos Patriot, helicópteros Black Hawk e navios anti-minas submarinas.
De palpável para já houve apenas a suspensão imediata dos encontros a nível militar que a China teria com os Estados Unidos no domingo passado. Esta foi a medida de resposta adoptada por Pequim já no passado em diferendo similar: durante mais de um ano as relações diplomáticas ficaram suspensas depois de os Estados Unidos terem feito outra entrega de armamento a Taipé, em Outubro de 2008.
O regime de Pequim considera que o negócio afecta a cooperação sino-americana a todos os níveis do tabuleiro internacional, com este desentendimento a surgir num pano de fundo já muito crispado nas relações entre os dois países.
A China veio ainda hoje desvalorizar as críticas feitas pelo Presidente Barack Obama à política monetária do país e a ameaça de que os Estados Unidos serão “duros” com Pequim nas questões da moeda e comércio para garantir que os bens norte-americanos não têm que enfrentar desvantagens de concorrência nos mercados. “O valor do yan está a um nível razoável e equilibrado”, argumentou porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.


