A China afirmou ontem que um vídeo que aparentemente mostra polícias chineses a atingir manifestantes tibetanos com paus e pontapés no ano passado, e que era a a prova, segundo os tibetanos, da “brutalidade” chinesa, era uma montagem de várias cenas de fontes diferentes.
O polémico vídeo tinha sido já causa do bloqueio, pela China, do site de partilha de vídeos YouTube, onde o vídeo tinha sido colocado.
As imagens tinham sido divulgadas pelo governo tibetano no exílio com a explicação de que mostrava polícias agredindo manifestantes. As imagens mostravam ainda, dizia o governo no exílio, um líder, chamado Tendar, que mais tarde tinha morrido como consequência do espancamento.
“As imagens mostram claramente o espancamento de detidos tibetanos mesmo depois de estes estarem algemados e amarrados, em violação das normas internacionais”, disse o representante do Dalai Lama.
“Peritos em tecnologia descobriram que a parte áudio e vídeo foram editadas e dizem respeito a diferentes locais, alturas e pessoas”, disse um responsável chinês, não identificado, à agência oficial Xinhua.
“Tendar morreu de doença em casa enquanto aguardava julgamento”, disse o responsável em relação ao líder que os tibetanos diziam ter morrido das agressões policiais.
Os tibetanos no exílio defendem que este vídeo é a primeira gravação que mostra espancamentos policiais de manifestantes no Tibete, e que dizem respeito a protestos e motins na zona de Lhasa em Março passado.
O governo tibetano no exílio diz que cerca de 220 tibetanos morreram e quase 1300 ficaram feridos com gravidade durante os protestos do ano passado. A China afirma que morreram pelo menos 18 civis e um polícia.



