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Novo plano de acção em vista para 2012-2015

China admite “longo caminho pela frente” em relação aos direitos humanos

13.07.2011 - 17:38 Por Reuters

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O primeiro-ministro, Wen Jiabao, mantém uma forte repressão O primeiro-ministro, Wen Jiabao, mantém uma forte repressão (Laszlo Balogh/Reuters)
A China ainda tem um “longo caminho pela frente” até que os cidadãos possam ver inteiramente respeitados os seus direitos humanos, assumiu um responsável do Conselho de Estado chinês, que referiu o conflito social e o aumento do preço da habitação como os principais obstáculos.

Wang Chen, responsável do gabinete de informação do Conselho de Estado chinês, disse num discurso publicado em inglês no jornal “China Daily” que, embora o país tenha feito progressos no âmbito dos direitos humanos, os próximos passos serão difíceis. Foi uma rara admissão em relação aos atropelos dos direitos fundamentais na China.

“Afectada e restringida por factores naturais, históricos e culturais, a questão dos direitos humanos na China continua a enfrentar dificuldades e obstáculos”, disse Wang. “O nosso progresso nacional permanece bastante irregular e descoordenado devido a enormes disparidades na distribuição dos rendimentos, ao aumento das pressões sobre os preços, ao forte acréscimo do custo da habitação em algumas cidades, problemas relacionados com a segurança alimentar, insuficiente distribuição dos cuidados médicos e educação e aumento dos conflitos sociais causado pela requisição ilegal de terrenos”, acrescentou.

As autoridades chinesas tem rejeitado desde há muito as críticas que são feitas ao país quanto a violações de direitos humanos e defendido que o fornecimento de comida, roupa, casa e o crescimento económico são mais importantes para os países em desenvolvimento, como é o caso da China. E sublinham também que milhares de chineses têm conseguido sair da pobreza.

Wang, cujo gabinete é o principal órgão de propaganda do país, disse ainda que a China deve “dar prioridade ao direito da população à subsistência e ao progresso, na sequência do próprio desenvolvimento dos direitos humanos”. A China, segundo Wang Chen, pretende delinear um novo “plano de acção para os direitos humanos” para 2012-2015 “com o objectivo de expandir a democracia e reforçar o Estado de direito, melhorando assim a vida das pessoas e salvaguardando os seus direitos.”

Contudo, o discurso de Wang dificilmente apaziguará os activistas. Ao mesmo tempo que líderes, incluindo o primeiro-ministro Wen Jiabao, vão prometendo aos cidadãos a instauração da democracia, o regime tem sido marcado por uma forte repressão.


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Ha quem

..pense que "direitos humanos" consiste apenas em liberdade de expressao. Aquele que nada tem para ...

rita

14.07.2011 18:20

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