Dezanove manifestantes tibetanos foram hoje mortos na província chinesa de Gansu (noroeste do país), anunciou o governo tibetano no exílio, avançando um balanço total "confirmado" de 99 mortos na última semana de confrontos.
"[A violência] Já passou para o exterior de Lhasa. Dezanove pessoas foram mortas em Machu, na província de Gansu. Houve uma manifestação hoje de manhã na cidade e a polícia atirou sobre os manifestantes", declarou Thubten Samphel, o porta-voz da administração tibetana no exílio.
No total, "o número de 80 mortos em Lhasa durante os últimos dias foi confirmado, aos quais se juntam agora estes 19", acrescentou Samphel.
A China reconheceu hoje pela primeira vez que os confrontos no Tibete se estenderam à China, acusando o Dalai Lama de fomentar a violência.
As manifestações anti-China que têm abalado Lhasa acabaram por se estender a outras regiões onde vivem minorias tibetanas, no noroeste da China.
Em consequência destas manifestações violentas, o Dalai Lama anunciou hoje que pedirá a demissão como chefe espiritual dos tibetanos se a situação no Tibete piorar, em declarações a jornalistas a partir da cidade indiana de Dharamsala, onde está instalado o governo tibetano no exílio.
As manifestações de Lhasa começaram a 10 de Março, na data em que os tibetanos lembram a entrada na região do exército chinês em 1959. Os confrontos tornaram-se violentos na sexta-feira com os residentes tibetanos a atacar chineses de etnia Han e Hui, queimando casas e veículos, na maior demonstração de protesto contra a China desde 1989.




