Chile: Governo adopta medidas de urgência para socorrer vítimas do sismo

01.03.2010 - 08:46 Por PÚBLICO
O Governo chileno intensificou hoje os esforços de socorro e assistência aos milhares de vítimas do brutal terramoto e tsunami de sábado, em que morreram pelo menos 711 pessoas.
“Enfrentamos uma catástrofe de tão impensável magnitude que será necessário um esforço gigantesco”, avaliou a Presidente, Michelle Bachelet, esta manhã na capital, Santiago do Chile.
Mais de dez mil soldados foram mobilizados para as áreas mais afectadas, na tentativa de evitar pilhagens, e entrou em vigor um recolher obrigatório – desde as 21h00 locais (meia-noite em Portugal) em toda a região costeira de Maule e em Conceição, a segunda maior cidade do país, localizada mais perto do epicentro do sismo, de 8,8 graus de magnitude. Ambas as regiões foram colocadas ao abrigo de regras especiais para acelerar a chegada de ajuda às populações.
Milhares de pessoas ficaram sem as suas casas nas cidades costeiras do país e muitas continuam ainda desaparecidas, tendo a chefe de Estado indicado que o balanço de vítimas mortais irá “seguramente subir” das 711 pessoas já contadas. Só em Conceição, que foi praticamente engolida pelas ondas gigantes, são registados 350 mortos pelos responsáveis das equipas de socorro.
Muitas cidades permanecem isoladas, sem comunicações e com os acessos rodoviários cortados. Em Conceição, multidões de sobreviventes, acampados ao longo das estradas, atacaram carros de bombeiros que, no local, distribuíam água potável em termos e chaleiras.
“Não temos água, não temos nada. Ninguém apareceu para ajudar e precisamos de mais polícia nas ruas para manter a ordem. Há aqui muita gente a roubar”, relatava uma habitante de Talca, cidade a 250 quilómetros a sul de Santiago do Chile, que ficou muito devastada.
Nos primeiros sinais de prestação de assistência internacional, a China anunciou esta manhã que vai enviar ajuda de emergência para o Chile no valor de um milhão de dólares (733 mil euros).

