O chefe operacional da Al-Qaeda no Paquistão foi morto num novo raide aéreo feito com drones (aviões não tripulados) norte-americanos contra Miranshah, bastião dos taliban no noroeste daquele país e principal refúgio da rede terrorista em todo o mundo.
Fontes dos serviços secretos paquistaneses, assim como um responsável dos rebeldes taliban confirmaram a morte de Badar Mansoor naquele ataque, feito durante a noite sobre a principal cidade do Waziristão do Norte, perto da fronteira com o Afeganistão, o segundo feito com drones norte-americanos em menos de 48 horas.
“A sua morte constitui um grande revés para as capacidades da Al-Qaeda em atacar no Paquistão”, sublinhou um dos responsáveis dos serviços secretos, sob anonimato, à agência noticiosa francesa AFP. Outros quatro rebeldes islamistas foram mortos no mesmo ataque, depois de, na véspera, pelo menos outros dez suspeitos taliban terem morrido num raide de drones contra um campo islamista a cerca de dez quilómetros a sudeste de Miranshah.
Badar Mansoor, que teria à volta de 40 anos e era oriundo de Dera Ghazi Khan, no centro do Paquistão, tinha assumido a liderança de facto da Al-Qaeda no país após o desaparecimento de Ilyas Kashmiri (sobre o qual não há ainda confirmação se terá morrido ou ficado inactivo). Os serviços secretos do Paquistão atribuem a Mansoor a responsabilidade de planeamento de vários atentados suicidas no país desde há quatro anos, perpetrados sobretudo por talibans paquistaneses com ligações à Al-Qaeda e os quais se saldaram com a morte de mais de cinco mil pessoas.
O programa de raides com aviões não tripulados (gerido pela CIA) tinha sido aparentemente suspenso em Novembro, logo após um ataque da NATO na zona fronteiriça entre o Paquistão e Afeganistão, em que um posto de controlo militar paquistanês foi atingido causando a morte a 24 soldados – o que provocou reacções muito azedas por parte de Islamabad.
Desde há cerca de um mês, porém, estas operações foram reiniciadas e o programa, sobre o qual as autoridades norte-americanas sempre mantiveram a maior discrição, foi defendido aberta e publicamente até mesmo pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como “fundamental” na estratégia de Washington de combate ao terrorismo naquela região.



