O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, terá respondido ao rei Juan Carlos, ontem na sessão plenária da XVII Cimeira Ibero-americana: “será rei, mas não me pode mandar calar”. Antes, o rei instou “porque não te calas?”, depois de Chávez ter chamado, várias vezes, “fascista” ao ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar.
Chávez admite que saiu da cimeira “aliviado” por ter dito aquilo que queria. “Direi a verdade a reis, imperialistas, a Bush”, afirmou o Presidente venezuelano em declarações à televisão estatal venezuelana (VTV). “Estava a dizer a verdade em que acredito. Por isso não tenho que responder-lhe (ao rei)”, acrescentou.
Segundo noticia hoje o jornal “El Mundo”, edição online, o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, referiu-se ao assunto numa reunião em Buenos Aires. Zapatero disse que numa reunião internacional, se alguém ataca um compatriota, nem que este seja rival ou adversário, “sais a defendê-lo”.
Numa breve intervenção aos jornalistas, Zapatero disse que espera que esta tenha sido a “última vez” que num fórum como a cimeira ibero-americana alguém actue como Chávez.
Segundo o “El Mundo”, José María Aznar terá contactado Zapatero e o rei Juan Carlos para lhes agradecer terem saído em sua defesa na cimeira. O presidente do Governo assegurou ao seu antecessor que actuou “de acordo” com os seus “princípios”.


