O aniversário dos bombardeamentos aliados sobre a cidade alemã de Dresden levou hoje à rua uma manifestação de cerca de seis mil neonazis e uma contra manifestação de sensivelmente o mesmo número de pessoas.
Um porta-voz da polícia explicou, citado pela AFP, que não tinha havido problemas entre as duas manifestações – havia um grande dispositivo a separar os dois lados.
A manifestação anual de 14 de Fevereiro é uma das que atrai mais neonazis alemães para a tradicional “marcha fúnebre” em homenagem às cerca de 25 mil vítimas civis dos bombardeamentos aliados na cidade dos dias 13 e 14 de Fevereiro de 1945. O estado da Saxónia, do qual Dresden é a capital, é o que tem mais deputados neonazis no Parlamento regional.
Mas de ano para ano, o número de contra-manifestantes a sair para a rua neste dia é cada vez maior, diz a agência noticiosa francesa. Estes juntam uma mistura de representantes da Igreja, vários partidos políticos, sindicalistas e habitantes da cidade.
Marcha também na Hungria
Ainda ontem, outros neonazis, desta vez de toda a Europa e reunidos em Budapeste, Hungria, marcavam outro aniversário da II Guerra Mundial: quando as tropas alemãs e húngaras tentaram quebrar o cerco soviético a Budapeste, em 1945, uma comemoração que habitualmente atrai algumas centenas de pessoas.
Hoje cerca de dois mil manifestantes defenderam a necessidade de a Europa se proteger da “influência estrangeira”, segundo a Reuters. “Os velhos habitantes da Europa, perdendo as suas tradições, têm visto reduzida a sua existência às margens”, disse um dos organizadores, Janos Endre Domokos, citado pela agência britânica.
A extrema-direita tem obtido mais apoio à medida que a crise afecta a Hungria.


