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Conferência do Partido Comunista

Castro garante que sistema de partido único em Cuba não será alterado

30.01.2012 - 14:35 Por PÚBLICO

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O Presidente cubano anunciou ontem um duro combate à corrupção O Presidente cubano anunciou ontem um duro combate à corrupção (Ismael Francisco/AFP)
O sistema de partido único está para ficar em Cuba, defendeu no domingo o Presidente Raúl Castro, durante a primeira conferência do Partido Comunista, destinada à “mudança de mentalidades”. Castro adiantou que a limitação de mandatos, uma das principais propostas em cima da mesa, não é ainda totalmente oficial, mas poderá vir a ser aplicada gradualmente.

A conferência foi vista como um prolongamento do Congresso do PCC de Abril do ano passado, quando foram adoptadas várias reformas económicas, incluindo o direito a desenvolver pequenos negócios e a comprar e vender carros. Mas o próprio Presidente avisara dias antes que não valia a pena ter “grandes ilusões” de que a reunião do fim-de-semana traria também mudanças políticas.

No discurso que dirigiu aos cerca de 800 delegados, o Presidente salientou que o sistema de partido único não será alterado, que o PCC é o único partido político legal em Cuba, de acordo com a Constituição de 1976. “Em Cuba, com base na sua longa experiência da luta pela independência e soberania nacional, defendemos o sistema unipartidário em vez da demagogia e comercialização da política”, lançou Castro, numa alusão ao sistema norte-americano.

Para o Presidente, permitir outros partidos abriria a porta à interferência dos Estados Unidos. “Seria o equivalente a legalizar um partido do imperialismo no nosso território”, cita a Reuters.

Em relação aos mandatos dos dirigentes cubanos – que o Presidente propôs limitar para dois, de cinco anos cada – Castro afirmou que será preciso ainda fazer mudanças constitucionais, mas que a sua aplicação pode começar “gradualmente, mesmo antes de a Constituição ser alterada”. Não adiantou, no entanto, quando é que isso poderá acontecer.

Para além disso, o líder cubano anunciou uma ofensiva contra a corrupção, “um dos principais inimigos da revolução”, que “faz mais estragos do que o programa multimilionário de subversão lançado pelos EUA e os seus aliados, dentro e fora do país”, cita a AFP. “Seremos implacáveis contra a corrupção”.

O programa será feito com a participação de “todos os cidadãos e cidadãs, membros ou não do partido, que amam e respeitam o seu país”.

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