A câmara de Representantes do estado de Washington, na Costa Oeste, aprovou a lei que legaliza o casamento homossexual naquele estado do noroeste dos EUA, que deverá ser promulgado nos próximos dias pela governadora de Washington, favorável ao texto.
A governadora do estado, Christine Gregoire, tem cinco dias para promulgar o texto, que tornará Washington o sétimo estado americano a autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
“A lei foi votada por 55 votos a favor e 43 votos contra”, especificou em declarações à AFP um funcionário do gabinete de informação da Câmara dos Representantes em Olympia, a capital daquele estado que faz fronteira com o Canadá.
A governadora democrata, Christine Gregoire, “tem cinco dias para assinar o texto depois de o receber”, acrescentou o mesmo funcionário, que preferiu não ser identificado. “É preciso dar pelo menos dois dias até que ela receba o texto”, precisou ainda a mesma fonte.
Christine Gregoire tinha afirmado em Janeiro ser favorável ao texto e que ela o promulgaria se este fosse votado favoravelmente pelos parlamentares. O Senado daquele estado tinha já adoptado a lei na semana passada.
Uma vez promulgado por Christine Gregoire – que poderá escolher o dia de São Valentim para o fazer – esta lei deverá entrar em vigor cerca de 90 dias mais tarde. Porém, se os opositores a esta reforma recolherem o número de assinaturas necessário para levarem a cabo um referendo de revogação desta lei, ela ficará suspensa até serem conhecidos os resultados desse referendo.
A promulgação desta lei tornará Washington o sétimo estado americano a autorizar o casamento homossexual, a seguir ao Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e Nova Iorque, aos quais se deverá acrescentar Washington, capital federal.
Esta votação no estado de Washington acontece um dia depois de um tribunal federal de São Francisco ter declarado inconstitucional a proibição, pela Califórnia, de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Isto quer dizer que os gays voltarão a poder casar naquele estado — para isso é preciso que o Supremo Tribunal Federal esteja de acordo.



