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Santa Sé teria recusado o nome de Caroline Kennedy

Casa Branca desmente ter proposto enviados para o Vaticano

16.04.2009 - 08:50 Por PÚBLICO

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Caroline Kennedy é católica mas defende o direito ao aborto Caroline Kennedy é católica mas defende o direito ao aborto (Mike Segar/Reuters)
Os Estados Unidos não apresentaram nenhum candidato para o posto de embaixador no Vaticano, disse à BBC um responsável da Casa Branca. O desmentido deste responsável, que falou sob anonimato, segue-se ao do próprio Vaticano, que garantiu não ter recebido nenhuma proposta de acreditação em resposta a notícias que davam conta da recusa da Santa Sé em aceitar o nome da católica Caroline Kennedy, filha de John F. Kennedy, para o lugar.

Washington “não lançou quaisquer nomes junto do Vaticano”, cita o site da emissora britânica. Segundo uma notícia do diário italiano "Il Giornale", não teria havido uma proposta formal por parte da Casa Branca, mas três nomes sugeridos já tinham sido vetados, naquilo que era descrito como “braço de ferro” entre o Vaticano e a nova Administração Obama.

Os três candidatos, incluindo a filha do ex-Presidente, teriam sido considerados inaceitáveis por causa do seu apoio ao direito ao aborto. Os católicos conservadores nos Estados Unidos também já criticaram a candidatura de Caroline Kennedy por considerarem que as suas posições pró-escolha a tornam desadequada, lembra a BBC.

Ao contrário do que afirma o responsável da Casa Branca ouvido pela BBC, segundo o qual não houve sequer nenhuma sondagem sobre possíveis candidatos, o Vaticano desmentira apenas que tenham sido submetidos nomes oficialmente.

À notícia do "Il Giornale" seguiu-se muita especulação nos blogues norte-americanos e nos jornais espanhóis. Segundo estas fontes, a recusa do Vaticano teria sido motivada não só pelas escolhas, mas também pelas posições da Administração do Presidente Barack Obama sobre o direito ao aborto e pelo levantamento da proibição de pesquisa em células estaminais embrionárias nos EUA.

Problemas franceses

E segundo escreveu quarta-feira o jornal italiano "La Stampa", a recusa em aceitar o nome de Caroline, rotulada de “demasiado liberal”, pode ser comparada com a situação vivida recentemente pela França face ao Vaticano. Paris não teve enviado na Santa Sé durante mais de um ano, depois da morte de Bernard Kessedjian, em Dezembro de 2007, porque a Santa Sé terá considerado que diferentes candidatos não cumpriam as suas exigências. A escolha possível acabou por ser Stanislas Lefebvre de Laboulaye, antigo embaixador em Moscovo, que está em Roma desde Janeiro.

Desde que os EUA estabeleceram relações diplomáticas formais com o Vaticano, em 1984, o posto de embaixador tem sido sempre ocupado por católicos pró-vida. O novo embaixador vai substituir Mary Ann Glendon, professora da Universidade de Harvard que ocupou o posto durante a presidência de George W. Bush.


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Mário Lopes

Pena é que não tenha sido dada a esta notícia o mesmo relevo que foi dado à falsa noticia que ...

Mário Lopes

18.04.2009 11:48

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