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Vários países chamaram embaixadores iranianos para criticar violência

Casa Branca considera protestos no Irão “o princípio da mudança”

23.06.2009 - 14:23 Por PÚBLICO

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, escolheu a palavra que serviu de mote à campanha do Presidente Barack Obama para se referir aos protestos no Irão. São “o princípio da mudança”, disse numa entrevista ao programa “Today Show”, da NBC. Vários países europeus já chamaram os embaixadores de Teerão para manifestar a sua preocupação com a violência dos últimos dias.
Protesto em Teerão de partidários de Ahmadinejad frente à embaixada britânica Protesto em Teerão de partidários de Ahmadinejad frente à embaixada britânica (REUTERS/Fars News )

“Temos assistido ao princípio da mudança”, disse Gibbs, antes de sublinhar que Barack Obama não irá envolver-se na situação no Irão, onde há protestos nas ruas desdes as eleições contestadas de 12 de Junho, que deram vitória ao Presidente Ahmadinejad. Obama já criticou o Governo iraniano pela forma como tem reprimido as manifestações e deverá referir-se aos protestos na conferência de imprensa que hoje dará na Casa Branca.

A França e a Suécia já convocaram os embaixadores iranianos para lhes manifestar a sua “forte preocupação” e “inquietação” face à situação no Irão, tal como a Holanda, que “condenou firmemente” a “violência excessiva” usada contra os manifestantes, sublinhou a AFP.

No caso da França, esta foi a segunda vez que o embaixador do Irão em Paris, Seyed Mehdi Miraboutalebi, foi chamado desde 15 de Junho, anunciou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Frédéric Desagneaux. Agora foi-lhe reiterada “uma forte preocupação face à evolução dos acontecimentos no Irão” e foi-lhe pedido “que tudo seja esclarecido sobre a sinceridade do escrutínio presidencial”.

Esta manhã, o embaixador de Teerão em Estocolmo, Rasoul Eslami, foi também chamado ao ministério sueco dos Negócios Estrangeiros para que lhe fosse transmitida “uma mensagem forte de inquietação” relativa à situação no Irão, adiantou à AFP a directora de comunicação do ministério, Cecília Julin. E o mesmo aconteceu na Finlândia, onde o chefe da diplomacia Alexander Stubb disse ao embaixador iraniano Reza Nazarahari que o seu país “condena firmemente o recurso das autoridades à violência”.

Um jornalista grego que trabalha para o "Washington Times" foi detido no Irão, segundo a agência noticiosa Fars. A detenção foi confirmada pelo director-geral para os media estrangeiros do Ministério da Cultura, Mohsen Moghadaszadeh, Acrescentou que o jornalista esteve no país várias vezes ao serviço de vários órgãos de comunicação social, mas disse desconhecer os motivos da detenção.

“Apelo aos jornalistas estrangeiros para que trabalhem no quadro da lei existente no Irão para a cobertura da actualidade, porque se agirem contra a segurança nacional e fizerem espionagem serão detidos e levados à justiça”, acrescentou Moghadaszadeh.

Um jornalista canadiano que trabalha para a revista "Newsweek", Maziar Bahari, foi detido no domingo pelas autoridades iranianas e também o correspondente permanente da BBC no Irão, Jon Leyne, recebeu no domingo ordens para deixar o país em 24 horas. A organização Repórteres Sem Fronteiras denunciou no domingo a detenção de três jornalistas iranianos.

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Comentário + votado

-

Mais um Luis a "mandar bitates", então você acha que aquilo que está a acontecer no Irão é ...

Afonso

24.06.2009 15:21

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