Capitão de navio norte-americano “tentou escapar” aos piratas somalis mas voltou a ser capturado 
10.04.2009 - 13:00 Por PÚBLICO
Richard Phillips, o capitão de um porta-contentores com bandeira e tripulação norte-americana, tentou escapar dos seus captores – quatro piratas somalis armados que o mantêm refém num barco salva-vidas, disse à CNN um responsável americano que falou sob anonimato. Phillips estaria a tentar chegar a nado ao “USS Bainbridge”, um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos que está em comunicação com os sequestradores, mas estes saltaram para a água e recapturam-no.
Os militares norte-americanos acreditam que Richard Phillips está bem, adianta ainda a televisão de notícias norte-americana. Phillips está refém desde quarta-feira, dia em que um grupo de piratas sequestrou o navio em que seguia com outros 20 tripulantes norte-americanos. O “Maersk Alabama” chegou a estar no poder dos piratas, mas os tripulantes conseguirem recuperar o seu controlo.
Só que Phillips, que entretanto os convencera a deixá-lo descer para o salva-vidas, ao que se sabe oferecendo-se como refém em troca da segurança da restante tripulação, ficou sequestrado. Segundo têm contado outros tripulantes e familiares aos media norte-americanos, a tripulação ainda teve um pirata sequestrado por 12 horas e tentou trocá-lo pelo capitão – quando o devolveram, os piratas recusaram entregar Phillips.
Outros dois navios de guerra dos EUA vão entretanto a caminho para se juntarem ao “USS Bainbridge” e às tentativas para resgatar Phillips. O “Maersk Alabama”, propriedade de um armador dinamarquês que levava alimentos enviados pelo Programa Alimentar Mundial da ONU para a Somália e o Uganda, está entretanto a salvo e a caminho do Quénia.
Resgate e segurança
Os piratas exigem agora um resgate para libertar Phillips, disse à agência noticiosa AFP Abdi Garad, um dos chefes do grupo que atacou o “Maersk Alabama”. “Exigimos um resgate e queremos poder regressar sãos e salvos a casa depois de libertarmos o capitão”, explicou Garad ao telefone a partir de Eyl, um dos bastiões dos piratas da Somália, 800 quilómetros a norte da capital do país, Mogadíscio.
Os piratas a bordo do salva-vidas “estão envolvidos em discussões directas com os oficiais do navio de guerra americano”, afirmou ainda.
O FBI foi chamado a participar nas negociações, noticiaram na quinta-feira os jornais norte-americanos.

