A explosão de um carro armadilhado junto a uma escola militar de Santoña, na Cantábria, norte de Espanha, matou esta madrugada o oficial do Exército Luis Conde. O atentado foi precedido de uma chamada anónima em nome da organização basca ETA.
“Uma pessoa morreu e uma outra foi hospitalizada, mas a sua vida não corre perigo”, precisou à AFP uma fonte governamental autónoma da Cantábria. Ambas as vítimas pertenciam à escola militar Virgen del Puerto de Santoña, diante da qual ocorreu a explosão.
Dizendo falar “em nome da ETA” - a organização separatista basca -, uma voz anónima ligou para os serviços de assistência rodoviária basca (DYA), a fim de alertar que uma bomba iria explodir à 01h00 local (00h00 em Lisboa) em Santoña, de acordo com um porta-voz da DYA.
Este atentado faz elevar para cinco o número de pessoas mortas em acções reivindicadas pela ETA desde o fim da trégua de 15 meses, em Junho de 2007.
Outros dois atentados sacudiram o País Basco espanhol na madrugada de sábado para domingo, um dos quais fez dez feridos. Estes ataques foram igualmente atribuídos à ETA, acusada pelas autoridades locais de quererem um “massacre”.
Os dois atentados foram levados a cabo com carros armadilhados, carregados de uma centena de quilos de explosivos, causando importantes danos materiais.
A primeira bomba explodiu cerca da meia-noite diante de uma instituição de crédito, em Vitória. Esta explosão não provocou vítimas porque foi precedida de uma chamada de alerta em nome da ETA.
A segunda bomba, que não teve aviso prévio, explodiu cerca das 04h30 (03h30) diante de um posto de polícia em Ondarroa - um porto pesqueiro do Golfo da Biscaia, não longe de Bilbau - fazendo dez feridos.
O chefe do governo espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, condenou os ataques, afirmando que “o Estado democrático não irá recuar nem um milímetro” na sua luta contra a ETA, considerada como uma organização terrorista pela União Europeia e tida como responsável pela morte de 823 pessoas em 40 anos de violência.



