Candidata da extrema-direita com 15,62 por cento nas presidenciais austríacas

25.04.2010 - 19:44 Por PÚBLICO
A candidata da extrema-direita à Presidência da Áustria, Barbara Rosenkranz, obteve 15,62 por cento dos votos nas eleições, em que, sem surpresas, o social-democrata Heinz Fischer foi reeleito com 78,94 por cento, segundo os resultados provisórios oficiais.
A votação em Rosenkranz terá sido inferior aos 17,74 por cento que o seu partido, FPÖ, e o BZÖ, também de extrema-direita, somaram nas eleições europeias do ano passado. E ficou muito longe dos 27,9 por cento que alcançaram nas legislativas de 2008. O terceiro concorrente, Rudolf Gehring, 61 anos, dirigente do partido cristão CPÖ, conseguiu 5,44 por cento.
Tendo em conta que a direita clássica, representada pelo ÖVP, que faz parte do governo de “grande coligação” liderado pelo social-democrata Werner Faymann, não apresentou candidato, admitia-se que Barbara Rosenkranz conseguisse uma votação mais expressiva. O líder do FPÖ, Heinz-Christian Strache, calculava em “35 por cento o potencial” da extrema-direita.
Polémica na campanha
A campanha foi marcada pela defesa feita por Barbara Rosenkran de uma reforma da lei que proíbe actividades neonazis e opiniões negacionistas sobre o Holocausto, invocando o direito à liberdade de expressão.
Heinz Fischer, 71 anos, um social-democrata com formação jurídica, que no escrutínio de ontem recebeu também o apoio dos Verdes, recusou participar em debates televisivos com Rosenkranz, com o argumento de que não pretendia “discutir as câmaras de gás”.
Eleito pela primeira vez em 2004, quando concorreu pelo seu partido de sempre, o SPÖ, de que se desvinculou após a eleição, Fischer recolheu nessa eleição 52,39 por cento dos votos e derrotou a conservadora Benita Ferrero-Waldner.
Os primeiros dados indicam que a afluência às urnas foi de 49,17 por cento, mas ainda não considera os votos por correspondência que a poderão, segundo a AFP, fazer subir três a quatro pontos.


