Uma explosão destruiu ontem à noite parte de um hotel de cinco estrelas em Peshawar, no noroeste do Paquistão, matando 11 pessoas, incluindo dois estrangeiros. Na altura, estava a decorrer uma reunião com representantes internacionais, destinada a angariar fundos para os refugiados do vale de Swat, região que o Exército tenta resgatar aos taliban.
Segundo a Sky News, estavam alojados no Pearl Continental 22 funcionários da ONU, que tem vários projectos de ajuda na região. Entre eles estava um sérvio que morreu, adiantou o chefe da administração local, dizendo não ter dados sobre a identidade da outra vítima estrangeira. O atentado, que fez desabar uma ala do edifício, feriu 70 pessoas de várias nacionalidades, incluindo pelo menos um britânico e uma alemã.
Testemunhas contaram à AP que dois a três homens armados, a bordo de um camião, abriram fogo contra os seguranças, forçando a entrada no parque de estacionamento. A viatura, que um comandante da polícia disse estar carregada com “mais de 500 quilos de explosivos”, foi detonada junto ao edifício, provocando uma enorme cratera. Os serviços de informação admitiam que outros membros do comando tivessem escalado os muros do hotel, mas ontem não era claro quantas pessoas estiveram implicadas, nem se conseguiram escapar após a explosão.
O atentado — semelhante ao que em Setembro destruiu o hotel Marriott de Islamabad e matou 55 pessoas — é o sétimo em Peshawar desde que, em finais de Abril, o Exército lançou uma ofensiva para rechaçar os taliban da vizinha região de Swat e materializam a promessa de vingança feita pelos rebeldes. O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Gilani, apressou-se a condenar o atentado e reafirmou que não cederá às ameaças.


