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Presidente americano participou na cimeira extraordinária da aliança

Bush saúda envolvimento da NATO no treino das forças iraquianas

22.02.2005 - 16:32 Por AFP, AP

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Bush aproveitou a visita a Bruxelas para voltar a criticar a intenção europeia de levantar o embargo de armas à China Bush aproveitou a visita a Bruxelas para voltar a criticar a intenção europeia de levantar o embargo de armas à China (Patrick Kovarik/AP)
O Presidente norte-americano, George W. Bush, saudou hoje a decisão dos países-membros da NATO que aceitaram contribuir para a formação e reequipamento das forças iraquianas — uma decisão que simboliza o fim da crise que há dois anos ameaçou a aliança atlântica.

"Vinte e seis nações sentadas à mesma mesa afirmaram que é importante o envolvimento da NATO [nesta missão]. Trata-se de uma forte declaração", afirmou Bush, numa conferência de imprensa após a cimeira extraordinária da Aliança Atlântica.

"A missão de treino da NATO é uma missão importante, porque, no final de contas, o sucesso do Iraque depende da capacidade e da vontade dos iraquianos em se defenderem a si próprio dos terroristas", sublinhou Bush.

Há vários meses que os países-membros discutem o envio de militares, sob a bandeira da NATO, para participar no treino das novas forças policiais e militares iraquianas — um esforço suportado, até agora, quase na íntegra pelos EUA.

Na reunião de hoje, a maioria dos países-membros comprometeu-se a enviar pessoal militar habilitado para dar formação aos recrutas, como é o caso de Portugal, que disponibilizou quatro oficiais e dois sargentos para essa missão. Segundo fontes em Bruxelas, já foram garantidos os 160 instrutores e os 200 agentes considerados necessários para esta missão.

Num comunicado emitido no final da reunião, os 26 Estados-membros da aliança garantiram estar "unidos neste compromisso".

Contudo, num sinal de que nem todas as divergências foram esquecidas, a França, Alemanha e outros dos países que se opuseram à guerra no Iraque não vão enviar instrutores para o país.

Em alternativa, aceitam envolver-se na formação de militares fora do Iraque e vão participar no fundo criado para financiar esta missão, num total estimado de 3,5 milhões de euros, para o qual Portugal contribuirá com 150 mil euros.

Bush, que está na Europa para uma visita de sedução após dois anos de conflitualidade, recusou-se a criticar as reticências de Paris e Berlim, limitando-se a afirmar que "todas as contribuições são bem-vindas".

Dois anos depois da existência da própria NATO ter sido posta em causa, fruto das divergências que antecederam o início da guerra no Iraque, o Presidente norte-americano foi a Bruxelas garantir o compromisso de Washington en relação ao futuro da aliança, sublinhando a importância de levar a cabo reformas que permitam adequar a estrutura às novas realidades mundiais.

No final da reunião, Bush voltou a manifestar a sua preocupação em relação à intenção já manifestada pela União Europeia de levantar o embargo à venda de armas à China, imposto por Bruxelas em 1989, na sequência do massacre na Praça de Tiananmen.

Para o chefe de Estado norte-americano, o reequipamento militar e a transferência de tecnologia para Pequim poderá alterar o frágil equilíbrio de forças na Ásia, em particular o difícil relacionamento entre a China e Taiwan.

Contudo, o Presidente francês, Jacques Chirac, voltou a afirmar que o embargo "já não se justifica", mas garantiu que o levantamento deve ocorrer mediante condições aceitáveis para a Europa e os EUA.

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