O Presidente norte-americano, George W. Bush, negou hoje que os EUA estejam a preparar um ataque contra o Irão, garantindo que nesta matéria, como no que diz respeito à Síria, Washington pretende trabalhar em conjunto com a União Europeia.
"A ideia de que os EUA se preparam para atacar o Irão é simplesmente ridícula", afirmou Bush, no final de uma cimeira extraordinária entre Washington e os líderes da UE.
Ainda assim, Bush quis deixar claro que não excluiu nenhuma hipótese de actuação, se Teerão não renunciar às suas ambições nucleares. "Todas as hipóteses estão em cima da mesa", sublinhou.
O Presidente norte-americano garantiu, porém, que os EUA apoiam os esforços da França, Reino Unido e Alemanha, envolvidos desde o Verão passado em negociações directas com o Irão, a fim de discutir os termos exactos em que o país será autorizado a desenvolver actividades nucleares.
"Acima de tudo, Reino Unido, Alemanha e França estão a negociar com os 'ayatollah' um objectivo que nos é comum, ou seja, garantir que o Irão não irá construir armas nucleares", afirmou Bush.
Num sinal da aproximação das posições entre Washington e Bruxelas, os dois lados do Atlântico foram também unânimes em exigir a "aplicação imediata" da resolução das Nações Unidas que prevê a retirada militar síria do Líbano, onde permanecem 14 mil efectivos de Damasco.
Da mesma forma, os EUA e UE "condenam vigorosamente" o assassinato do antigo primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri, e pedem a criação de uma comissão independente ao atentado que o vitimou, explicou o chefe de Governo luxemburguês, Jean-Claude Juncker, cujo país presidente ao Conselho Europeu no primeiro semestre deste ano.
Bush aproveitou a deslocação a Bruxelas para voltar a acusar Damasco e Teerão de apoiarem grupos terroristas, com o fim de desestabilizarem o Médio Oriente, em particular o Iraque.


