Presidente dos EUA inquieto pela detenção de dissidentes chineses

Bush e Rice preocupados com tolerância religiosa na China

20.11.2005 - 12:14 Por AFP

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Bush rezou esta manhã na China Bush rezou esta manhã na China (Shawn Thew/EPA)
Os Estados Unidos transmitiram às autoridades chinesas a sua "inquietação" pela detenção de dissidentes e sublinharam a insuficiência dos progressos da China neste domínio, disse hoje a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice. O Presidente George W. Bush tentou convencer Pequim a receber representantes do Vaticano e o Dalai Lama, pontuando a sua visita à China pela conciliação religiosa.

"Abordámos o assunto com o governo chinês e abordá-lo-emos ainda com mais força" no futuro, declarou Rice aos jornalistas, depois de dois encontros do Presidente norte-americano com o Presidente chinês Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao.

Ontem, antes da chegada da delegação norte-americana a Pequim, milhares de dissidentes denunciaram uma série de detenções e de prisões domiciliárias de que foram alvo. Pelo menos 30 pessoas foram presas hoje quando procuravam falar com George W. Bush na igreja onde o presidente norte-americano foi rezar, na esperança de lhe apresentarem queixas acerca do governo chinês.

Bush pediu às autoridades chinesas que concedessem liberdades "políticas, sociais e religiosas" a estes cidadãos. Perante a imprensa, Hu Jintao respondeu-lhe indirectamente que os chineses têm "direitos democráticos".

O Presidente norte-americano continuou as invectivas sobre a tolerância religiosa e pediu aos dirigentes chineses que recebam o Dalai Lama, líder espiritual do Tibete, para que percebam que o religioso não quer a independência da região dos Himalaias.

"Falei do Dalai Lama. Penso que seria acertado da parte do governo chinês convidar o Dalai Lama, para que ele próprio possa dizer o que me disse na Casa Branca - que não tem qualquer desejo de ver um Tibete independente", disse aos jornalistas o Presidente americano.

Na mesma linha, Bush falou sobre a Igreja Católica e procurou incentivar uma visita de uma delegação do Vaticano à China. "Evoquei a Igreja Católica e os benefícios para este governo se convidassem os dirigentes do Vaticano para discutir a liberdade religiosa na China", prosseguiu, relatando o teor das conversações mantidas com os líderes chineses. Contudo, os seus anfitriões não reagiram às suas questões.

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Não é notícia, é propaganda!

Uma notícia trataria com equilibrio o que ambos os lados disseram. Não é o caso desta, que apenas ...

Anónimo

20.11.2005 14:57

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