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Provável última conferência de imprensa na Casa Branca

Bush diz que ataque terrorista contra os EUA é a “mais grave ameaça” que Obama poderá enfrentar

12.01.2009 - 15:43 Por AFP

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Sobre a situação em Gaza, George W. Bush repetiu ser a favor de um cessar-fogo durável, mas que a responsabilidade recai no movimento islamista Hamas Sobre a situação em Gaza, George W. Bush repetiu ser a favor de um cessar-fogo durável, mas que a responsabilidade recai no movimento islamista Hamas (Larry Downing/Reuters)
A possibilidade de um atentado terrorista em solo americano é “a mais grave ameaça” com que Barack Obama poderá ser confrontado durante a sua presidência, advertiu hoje o ainda Presidente dos EUA, George W. Bush, que alertou igualmente para o perigo que ainda representam o Irão e a Coreia do Norte e que, a par com o Iraque, foram integrados por Bush no chamado “eixo do mal” após o 11 de Setembro de 2001. O Presidente confessou ainda ter-se sentido "desapontado" por não terem sido encontradas as alegadas armas de destruição maciças armazenadas sob o regime de Saddam.

“A mais grave ameaça com que ele será confrontado, bem como os outros presidentes depois de si, é a de um atentado em solo americano. Gostaria de dizer o contrário, mas ainda existe um inimigo que quer fazer mal aos americanos. Isso será uma ameaça maior”, declarou, numa conferência de imprensa na Casa Branca que, muito provavelmente, se arrisca a ser a sua última após a tomada de posse de Barack Obama, na próxima terça-feira.

Bush lamenta abusos em Abu Ghraib e falhas dos serviços secretos

Os atentados de 11 de Setembro de 2001 atingiram os Estados Unidos numa altura em que Bush estava ainda no seu primeiro mandato. Logo após os ataques, Bush classificou o Iraque, a Coreia do Norte e o Irão como países pertencentes a um “eixo do mal”, e acabou por invadir o primeiro país, em 2003.

Bush confessou ter-se sentido "desapontado" por não terem sido encontradas as alegadas armas de destruição maciças armazenadas sob o regime de Saddam Hussein. Na sua opinião, a falta de rigor das informações fornecidas pelos serviços secretos e que acabaram por originar a guerra e o abuso de prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib foram indicados por Bush como razões de lamento.

"Não sei se lhes querem chamar erros ou não, mas as coisas não correram de acordo com o programado, vamos dizer assim", indicou Bush.

Bush admitiu ainda ter sido um erro a exibição de uma faixa em que se lia a frase “missão cumprida”, afixada num avião militar, em 2003, depois de o Presidente ter declarado o fim das operações militares de grande envergadura no país.

Mas Bush aproveitou ainda a ocasião para defender o seu último mandato, recusando as críticas à sua "guerra contra o terrorismo" e ao papel desempenhado pela sua Administração na actual crise financeira mundial. O Presidente frisou que a manutenção das tropas americanas no país para combater as violências inter-comunitárias foi um "sucesso" e que o seu governo tomou medidas decisivas para aplacar a catástrofe económica nos EUA.

"Quando a história do Iraque for escrita, os historiadores irão analisar, por exemplo, a decisão do avanço [no Iraque] (...) Eu decidi fazer alguma coisa em relação a isso, e enviar 30 mil tropas, em vez de retirar", indicou Bush, referindo-se à fase mais complicada de guerra sectária no Iraque.

Coreia do Norte e Irão ainda são ameaças

Mais de sete anos depois, Bush repete agora a existência de perigo nos outros dois países ainda pertencentes ao "eixo do mal": “A Coreia do Norte ainda é um problema. Os serviços secretos americanos estão a tentar perceber a amplitude do problema. Uma das minhas preocupações é que eles poderão ter um programa de enriquecimento de urânio. É por isso que é importante conduzir um processo de verificação sério durante as negociações a Seis”, estimou o Presidente.

Bush apelou ainda ao governo norte-coreano que “honre os seus compromissos e que permita medidas de verificação rígidas, para que fique assegurado que a Coreia do Norte não leve a cabo um programa de enriquecimento de urânio”.

A propósito do Irão, o Presidente limitou-se a dizer que o país “permanece perigoso”.

A favor de um cessar-fogo durável em Gaza

Sobre a situação em Gaza, George W. Bush repetiu ser a favor de um “cessar-fogo durável”, mas que a responsabilidade recai no movimento islamista Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

“Sou a favor de um cessar-fogo durável e a definição de um cessar-fogo durável é que o Hamas não dispare ‘rockets’ contra Israel.”, declarou o Presidente. “Penso que compete ao Hamas fazer essa escolha”, acrescentou.

Bush precisou que, na sua opinião, “a melhor maneira de se obter esse cessar-fogo seria trabalhar com o Egipto para o fim do tráfico de armas em direcção a Gaza, que permite ao Hamas disparar ‘rockets’ para Israel”.

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E porque nao???

E porque é que os EUA nao podem ser atacados??? Afinal os eua nao atacam tudo e todos??? Não terão ...

jmm

13.01.2009 13:55

X

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