Bush dá uma "última oportunidade" ao Governo sudanês para fim do genocídio em Darfur

19.04.2007 - 00:03 Por AFP
O Presidente George W. Bush deu uma "última oportunidade" para que o Governo sudanês cumpra, rapidamente, os seus compromissos e ponha fim "ao genocídio" na província de Darfur. Caso contrário, os Estados Unidos admitem impor novas sanções e "outras medidas".
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou que os Estados Unidos e o Reino Unido vão começar amanhã a discutir sanções com os seus parceiros no Conselho de Segurança da ONU.
Num discurso proferido no Museu do Holocausto, em Washington, Bush anunciou que os Estados Unidos vão reforçar as suas próprias sanções se o Governo sudanês não agir a curto prazo.
E "se a obstrução do Sudão se mantiver, não obstante estas medidas, vamos ponderar outras opções", preveniu Bush.
A porta-voz da Casa Branca Dana Perino não excluiu possíveis acções militares. Mas, acrescentou, "o Presidente acredita que a questão pode ser resolvida diplomaticamente".
Bush afirmou que o Governo sudanês deve autorizar o envio de um contingente de três mil homens da ONU e seis helicópteros, tal como prometido na segunda-feira. Além disso, deve aceitar o envio total da força conjunta da ONU e da União Africana, previsto numa resolução de 2006; deve deixar de apoiar as milícias apontadas como as principais responsáveis pela violência; e deve permitir o encaminhamento de ajuda humanitária.
Em caso de incumprimento, uma resolução do Conselho de Segurança deverá aplicar novas sanções ao Governo e a indivíduos em particular, um embargo à venda de armas e a proibição de voos militares sobre Darfur.
A China e a Rússia já manifestaram a sua oposição a estas sanções, salientando que já existem progressos no envio de uma força da ONU.


