Bush adverte Irão e Síria que não vai permitir que controlem o Líbano

13.05.2008 - 12:21 Por Agências
O Presidente norte-americano George W. Bush advertiu o Irão e a Síria que não vai permitir que o Líbano passe a ser controlado por estrangeiros, em referência à onda de violência que vive o país desde há cerca de uma semana devido aos confrontos entre a milícia xiita Hezbollah, que lidera a oposição, e o governo de Fouad Siniora.
"A comunidade internacional não vai permitir que os regimes iraniano e sírio, através dos seus acólitos, conduzam o Líbano a uma situação de domínio estrangeiro", sublinhou o Presidente norte-americano num comunicado difundido ontem ao final do dia, no qual também condena "energicamente o Hezbollah e seus patrocinadores em Teerão e Damasco, que pretendem usar a violência e a intimidação para desviar a vontade do Governo e do povo libanês".
Bush reafirma assim o apoio de Washington ao primeiro-ministro libanês, ao passo que a violência entre partidários do Governo e facções da oposição, dominadas pelo Hezbollah, fazem temer uma nova guerra civil no país. "Para assegurar a segurança do povo, os Estados Unidos vão continuar a apoiar as forças armadas libanesas, com o fim de assegurar que possam defender o Governo do Líbano e salvaguardar as suas instituições", continua o comunicado.
A nota indica ainda que o Presidente vai aproveitar a sua viagem de cinco dias ao Médio Oriente, que começa hoje e que inclui Israel, Arábia Saudita e Egipto, para coordenar com os dirigentes da região os esforços necessários para defender a soberania do Líbano. "É crucial que a comunidade internacional se una para ajudar o povo libanês neste momento em que mais precisa", acrescenta.
Por seu lado, a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou numa breve declaração aos jornalistas que o principal objectivo no Líbano deve ser agora a eleição de um novo Presidente. Para isso, apelou a todos aqueles que "interferem" no processo que se "afastem" e permitam que as eleições possam acontecer com normalidade.
O país está sem Presidente desde Novembro do ano passado, quando expirou o mandato de Emile Lahud e foram abortadas todas as tentativas de nomear em sua substituição o chefe do Exército, Michel Sleiman, por falta de acordo no Parlamento.
Enquanto isso, os combates continuam a assolar o Líbano e esta madrugada voltaram a registar-se confrontos em Trípoli e no vale de Bekaa.
Segundo fontes policiais, desde o início da violência no país, na passada quarta-feira, primeiro em Beirute e depois noutras localidades, já morreram 58 pessoas e outras 206 ficaram feridas. Os apoiantes do Governo, apoiado pelo Ocidente, reiteram que não vão aceitar dialogar com a oposição liderada pelo Hezbollah.

