O Costa Concordia, encalhado há uma semana ao largo da pequena ilha italiana de Giglio, mexeu-se novamente, obrigando os mergulhadores e os membros das equipas de socorro a suspenderem as buscas, anunciou um representante da Marinha de Guerra italiana, Alessandro Busonero.
"Há uma instabilidade no navio, pelo que os mergulhadores não podem descer”, indicou este mesmo responsável, citado pela AFP.
O Costa Concordia está numa posição instável, assente em alguns pontos de rocha, mesmo ao lado de um fundo de mar de mais de 70 metros. Por isso, a acção dos mergulhadores é uma tarefa perigosa e qualquer oscilação do navio obriga à suspensão dos trabalhos.
Até ao momento morreram neste desastre marítimo 11 pessoas e mais de 20 continuam desaparecidas.
O comandante do navio Costa Concordia, em prisão domiciliária, é suspeito de crimes múltiplos de homicídio por negligência. Francesco Schettino admitiu ontem um erro de navegação.
Schettino disse aos investigadores que ordenou a manobra de desvio do navio “demasiado tarde” e que, por causa disso, a embarcação acabou por embater numas rochas que causaram um rombo no casco e o levaram o cruzeiro a adermar.
Os media italianos divulgaram igualmente, nos últimos dias, a conversa telefónica entre o comandante e o responsável do Porto de Livorno, Gregorio De Falco, na qual este último pede, repetidas vezes, ao comandante Schettino que volte para bordo. O comandante nunca o terá feito, tendo sido detido pouco depois, já em terra.
Os media italianos também avançam que Schettino terá dito à juíza que saiu do navio acidentalmente, depois de ter tropeçado e caído num barco salva-vidas.



