O primeiro-,inistro britânico Gordon Brown disse hoje esperar que a assinatura do Tratado de Lisboa pelos Chefes de Estado e de governo dos 27 países da União Europeia permita pôr de lado o "debate institucional".
Brown declarou ao diário britânico "Times" que desejava dizer ao público que, no futuro, "a atenção da Europa se vai concentrar na economia, segurança, comércio, reforma económica, aquecimento climático e não sobre o debate institucional."
O chefe do governo britânico renunciou assistir à cerimónia oficial de assinatura do tratado de Lisboa, para responder hoje de manhã às questões do comité de ligação da câmara dos Comuns, que congrega os responsáveis dos comités parlamentares e o interroga todos os seis meses.
Brown foi assim também acusado pela imprensa de ceder à pressão dos eurocépticos. No entanto deverá chegar a Lisboa para almoçar com os seus homólogos europeus e assinar o tratado durante o dia.
Na sua entrevista ao "Times", Brown qualificou de "falsas" as afirmações segundo as quais o seu fraco entusiasmo pela Europa o teria marginalizado em Bruxelas.
"Creio que verão que conduziremos o debate sobre a Europa", garantiu. O Tratado de Lisboa é muito controverso no Reino Unido, onde os seus críticos o consideram como a réplica exacta do projecto de Constituição Europeia, que foi reprovado em 2005 em referendo por franceses e holandeses.
Os eurocépticos pediram a Brown para organizar um referendo sobre o novo tratado, mas o chefe do governo recusou-se a fazê-lo, argumentando que não se tratava de uma constituição e que Londres tinha obtido as derrogações com o respeito pelas suas "linhas vermelhas" no texto final.


