Gordon Brown anunciou hoje a criação de uma comissão de inquérito independente à participação britânica na guerra do Iraque. Os trabalhos, que devem prolongar-se por um ano, vão decorrer à porta fechada, mas o primeiro-ministro assegura que os responsáveis terão acesso a todos os documentos oficiais.
Falando aos deputados, Brown explicou que as investigações vão remontar a 2001, a fim de cobrir “o período antes do conflito, o conflito propriamente dito e também a reconstrução” liderada pelas tropas britânicas, cuja retirada deverá estar concluída no final do próximo mês.
O líder trabalhista sustenta que as investigações – reclamadas pela oposição desde o início da guerra – não se destinam a “identificar responsáveis” pelo envolvimento britânico, mas para que “o Reino Unido possa tirar lições” da sua participação no conflito, desencadeado em Março de 2003.
Brown anunciou que os trabalhos vão começar “logo que possível após o final de Julho” e deverão prolongar-se “um ano”. Isto significa que as conclusões da investigação não vão ser conhecidas antes das legislativas do próximo ano, previstas para o início do ano.
O líder dos conservadores, David Cameron, congratulou-se com a decisão do governo trabalhista, lamentando apenas que não tenha sido tomada mais cedo. Já Nick Clegg, líder dos liberais-democratas, lamentou que a comissão não seja pública: "O Governo não deve ser autorizado a fechar a porta a esta guerra, tal como a abriu - em segredo".


